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Vacinação contra gripe é aberta a toda população

A partir de hoje (03) quem não faz parte do grupo-prioritário também pode vacinar

O Ministério da Saúde liberou nesta segunda (03) a vacinação contra a gripe para toda a população, ou seja, a todos que não estavam inseridos no público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação. A partir de hoje, as pessoas podem procurar as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para se imunizar. As doses ficam disponíveis nos postos de saúde até o dia 7 de junho ou enquanto durarem os estoques da vacina.

Segundo o ministério, a medida busca evitar o desperdício das doses. Mas, mesmo que agora as doses estejam disponíveis a todos, o público-alvo continuará com prioridade em todas as unidades de saúde.

A vacina age contra os três subtipos do vírus que circulam no Hemisfério Sul, incluindo o vírus da gripe, o H1N1, o principal responsável pelas mortes no país. A imunização é a forma mais eficaz de evitar a infeccão.

A escolha do grupo prioritário é determinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), por serem grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

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Público prioritário

Foram 50 dias de campanha para o público prioritário, do dia 10 de abril a 31 de maio. Os priorizados são: gestantes, puérperas, crianças entre 6 meses e menores de 6 anos, idosos, indígenas, professores, trabalhadores de saúde, pessoas com comorbidades, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade, além de profissionais de segurança e salvamento.

Taxa de vacinação no público-alvo. Crédito da foto: Portal G1

No total, eram 59,4 milhões de pessoas com prioridade e, cerca de 80% desse público-alvo foi vacinado. Essa porcentagem equivale a 47,5 milhões de pessoas. Portanto, 20% do público-alvo, ou seja, 11,9 milhões de pessoas, ainda não foram imunizadas até a última sexta (31). A meta era de 90% de cobertura.

Seis estados atingiram a meta: Amazonas (98,5%), Amapá (98,5%), Pernambuco (93,6%), Espírito Santo (91,3%), Rondônia (90,4%) e Maranhão (90%). Os estados com menor adesão são Rio de Janeiro (63,7%), Acre (73%) e São Paulo (73,1%).

Vacinação contra a gripe é aberta a toda a população
Cobertura de vacina nos estados. Crédito da foto: Portal G1

 

*No estado do Rio de Janeiro, a vacinação continua sendo exclusiva para grupos prioritários.

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Em todo o país, a campanha conta com uma estrutura formada por cerca de 41,8 mil postos de vacinação e a participação de aproximadamente 196,5 mil pessoas.

Casos da gripe no Brasil

Até 11 de maio de 2019, foram registrados 807 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo Brasil. Desse número, houveram 144 mortes.

Até o momento, o subtipo predominante no país é o vírus Influenza A (H1N1) pdm09, com registro de 407 casos e 86 óbitos.

Casos em Minas Gerais

Em Minas, desde o início do ano, foram notificados 1.105 casos de SRAG, mas 56 desses foram confirmados como tendo sido provocados pelo Influenza e 148 por outros vírus respiratórios. As outras amostras ainda estão passando por análise.

Subtipo do vírus Influenza, o H1N1 foi confirmado em 47 casos e o H3N2 em quatro casos. Também foram registrados casos de infecção por Influenza B e A não subtipado.

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Belo Horizonte possui quase metade dos casos de SRAG por Influenza. Foram 30 casos confirmados de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Desses 30, 28 foram por H1N1, um por Influenza A sem subtipo definido e um por Influenza B.

Na capital, três pessoas morreram após contrair o vírus. Também houve mortes registradas em Juiz de Fora, na Zona da Mata e Andrelândia, no Sul de Minas. No total, são cinco mortes no estado.

Tratamento da gripe

De acordo com o site do Ministério da Saúde “Todos os estados estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. Para o atendimento do ano de 2019, o Ministério da Saúde já enviou aproximadamente 9,5 milhões de unidades do medicamento aos estados. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas.”

Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde.

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