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Prêmio Grão de Música realiza cerimônia da 5ª edição

Artistas de Minas Gerais recebem estatueta criada por Elifas Andreato no 5º Prêmio Grão de Música em SP (20/10)

No dia 20 de outubro, sábado, acontece a cerimônia de premiação da 5ª edição do Prêmio Grão de Música na sala Olido, no Centro de São Paulo. A entrada é gratuita e três dos artistas premiados (as) vão se apresentar: Arraial da Pavulagem, do Pará, a dupla mineira Celia e Celma e da Paraíba, Maria Juliana. 

A noite marca a entrega da estatueta em bronze criada por Elifas Andreato para os artistas premiados, que também estará presente na premiação. 

Os contemplados e contempladas selecionados pela curadoria do Prêmio Grão de Música são escolhidos sempre pelo conjunto da sua obra e trajetória artística. Os 15 artistas premiados neste ano representam doze dos estados brasileiros:

Arraial do Pavulagem (PA)
Caio Padilha (RN)
Carlos Badia (RS)
Carlos Zens (RN)
Celia e Celma (MG)
Chico Aafa (GO)
Clarisse Grova (RJ)
Karynna Spinelli (PE)
Lysia Condé (MG)
Maria Juliana (PB)
Oneide Bastos (AP)
Patricia Polayne (SE)
Sérgio Pererê (MG)
Solange Leal (PI)
Verônica Ferriani (SP)

 Buscar e valorizar os compositores, compositoras e intérpretes, de diferentes gerações, destacando sobretudo a canção brasileira. Esta é a proposta essencial do Prêmio Grão de Música.

 A cada edição, os 15 nomes premiados também são reunidos em um disco coletânea produzido pelo PGM, cada um deles participa com o registro de uma música. O CD é distribuído gratuitamente e disponibilizado no site em formato digital. (http://premiograodemusica.com.br)

 O ilustrador Elifas Andreato assina toda a identidade visual do PGM: troféu, logotipo e capa do CD. Elifas tem uma história notável com a música brasileira, foi responsável por centenas de capas de discos icônicas e de grandes nomes como Elis Regina, Chico Buarque, Clementina de Jesus, Martinho da Vila e recentemente do Criolo.

 Anualmente, o Prêmio Grão de Música vem se dedicando a buscar artista da música popular brasileira com o objetivo de valorizar e promover o gênero canção de todas as regiões do país. O foco principal desta procura, mas não exclusivo, é o interior do Brasil, na tentativa de “garimpar” e revelar talentos escondidos e fora dos circuitos habituais; os premiados e premiadas no geral são ainda pouco conhecidos pelo grande público. O PGM é idealizado pela cantora e compositora paraibana Socorro Lira, que nas primeiras edições mantinha a realização apenas com recursos próprios. Atualmente, o Prêmio conta com patrocínio da Metanoia – Propósito nos Negócios e Editora Palavra Acesa.

 “O Grão é um espaço dedicado a destacar e revelar obras e trajetórias artísticas relevantes para o país e para a humanidade como um todo; sendo que boa parte não  tem divulgação e nem sempre é vista pela crítica especializada, em muitos casos estão ainda fora dos circuitos culturais mais influentes. Penso que o Grão pode ajudar a dar luz a isto e dizer a estes e estas artistas: sua música pode ser para o país inteiro, para o mundo”, compartilha Socorro Lira sobre a iniciativa.

 De grão em grão, o Prêmio Grão de Música amplia o olhar para visualizar um mapa o mais real possível da música do país; e se compromete a um diferenciado e significativo garimpo sonoro.

SERVIÇO

Cerimônia de entrega do 5º Prêmio Grão de Música
Data: 20/10/2018 (Sábado)
Horário: 19h

Recepção ao público e artistas no foyer da Sala Olido: a partir das 18h

Local: Sala Olido (no Centro Cultural Olido)
Endereço: Av. São João, 473 – Centro/São Paulo
Classificação: Livre  

Capacidade: 293 lugares

Entrada Gratuita (com distribuição de ingressos 1h antes)

Patrocínio: Metanoia e Palavra Acesa Editora

Apoio Cultural: Sala Olido, Prefeitura de São Paulo e Ritmiza Produções
Realização: Liraprocult

 CD – Coletânea GRÃO DE MÚSICA 2018

01. Colóquio – Chico Aafa (de Altair Andrade e Chico Aafa)

02. Maré Alta –  Maria Juliana (de Michel Costa e André Morais)

03. Ciranda do Sossego/incidental 5a  Sinfônia (Carlos Zens/ Ludwig  van Beethoven/Domínio Público)

04. Revoada – Caio Padilha (de Almir Padilha)

05. Flor da Ausência – Oneide Bastos  (de Paulinho Bastos e Leandro Dias)

06. Canoinha – Arraial do Pavulagem (de Ronaldo Silva)

07. Arrastada – Patricia Polayne (de Patricia Polayne)

08. Imagem e Diferença – Clarisse Grova (de Clarisse Grova e Leo Nogueira)

09. Amigos – Carlos Badia (de Carlos Badia)

10. Pobrezinho – Solange Leal (de Naeno)

11. Ana Bandolim – Lysia Condé (de Tico da Costa)  

12. Dança a Menina – Verônica Ferriani (de Verônica Ferriani)

13. Vento e Chama – Sérgio Pererê (de Sérgio Pererê)  

14. Quatro Cantos – Karynaa Spinelli (de Karynna Spinelli)

15. Cana Verde –  Celia e Celma (Domínio Público)

* Entre parênteses estão considerados os autores da composição.

> Ouça aqui: http://premiograodemusica.com.br/premio-grao-de-musica-vi-2018/

CONHEÇA MAIS SOBRE OS PREMIADOS 2018 – Resumo da biografia

 Arraial do Pavulagem (PA)

De Belém do Pará, a banda surgiu a partir do encontro de músicos e compositores que buscavam propagar a música autoral produzida na Amazônia. Eles se reuniam ao redor de um pequeno boi-bumbá batizado de “Boi Pavulagem do Teu Coração”, brincadeira que foi atraindo cada vez mais gente e também virou festa de manifestação cultural popular, um arraial de rua. Junior Soares e Ronaldo Silva hoje representam a banda e dão continuidade à missão original, com repertório que vem da pesquisa musical e canções que viraram clássicos do grupo, presentes nas festas juninas de Belém. 30 anos de estrada, com oito discos lançados, DVD e um livro de partituras com parte da obra do grupo, que se prepara para lançar o nono disco, revisitando ritmos, instrumentos e sonoridades que marcaram esta longa e rica trajetória.

 

Caio Padilha (RN)

O multi-instrumentista nasceu em família de músicos, é formado em ciências sociais e ator. Nascido no Rio de Janeiro mas radicado em Natal desde 1994, começou sua carreira como compositor em 2009, passando por diversos festivais no Rio Grande do Norte. Arrivals lançado em 2016 é seu primeiro disco, um olhar urbano e moderno sobre a música popular e tradicional no Brasil, feito em homenagem ao pai, o consagrado compositor potiguar Almir Padilha. Caio já se apresentou no Oriente Médio, EUA, Áustria, França e Suíça. Ministra oficinas de Rabeca para jovens e adultos em diversas instituições dentro e fora do Brasil e foi solista com sua rabeca em apresentações com a Orquestra Sinfônica da UFRN.

 

Carlos Badia (RS)

Músico, compositor, escritor, produtor musical e agitador cultural. Carlos é um dos fundadores do grupo de jazz “Delicatessen”, que lhe rendeu dois “Prêmio da Música Brasileira” como um dos produtores musicais. Desde 2013, dedica-se a carreira solo e em 2015 lançou ZEROS, um álbum duplo que ganhou destaque entre críticos e sites de música, com participações especiais de João Donato, Vitor Ramil, entre outros. O disco foi premiado como “Melhor Álbum Instrumental” no Prêmio Açorianos de Música.

Em 2016, lançou o primeiro livro “Recortes On-Off Line”, o segundo veio em 2017 “Sílabas Ciladas”, no mesmo ano do segundo disco chamado “0+2”. Badia ainda é idealizador de festivais como o POA JAZZ FESTIVAL e o Gramado Jazz & Blues Festival.

 

Carlos Zens (RN)

Potiguar, nasceu e foi criado nos bairros históricos de Santos Reis e Rocas em Natal. Carlos é flautista, saxofonista, compositor, cantor, arranjador, produtor musical e professor. Acumula mais de  30 anos de estrada, com 8 discos lançados (Potyguara, Tocador de Flauta, Fuxico de Feira, Menino da Paz, Arapuá no Cabelo, Ouvindo o Coração, No Choro Potiguar e Pescador de Sons), turnês internacionais, participou duas vezes no projeto Pixinguinha e já dividiu palco com nomes como Danilo Caymmi , Moacyr Luz, Hermeto Pascoal, Vital Farias, Xangai, Roberto Menescal, entre muitos outros. Atualmente, também é integrante da Banda Sinfônica de Natal, além de professor de flauta e pífano na ONG TerrAmar-Conexão Felipe Camarão.

 

Celia e Celma (MG)

As irmãs gêmeas e mineiras completam 50 anos de carreira, com 15 discos no currículo, dois livros da culinária mineira e um de crônicas. A dupla atuou na novela “A História de Ana Raio e Zé Trovão” e no filme “O Viajante”. Ainda na TV, apresentaram por 10 anos o programa de música, Celia e Celma, no Canal Rural. O disco mais recente, Canto com C, recebeu quatro pré indicações ao Grammy latino.

A dupla dividiu palco com grandes nomes da música brasileira como Wilson Simonal, Emílio Santiago, Cauby Peixoto, Moacyr Franco e Clara Nunes.

 

Chico Aafa (GO)

Cantor e compositor, de voz peculiar e afinadíssima, nasceu em Teresina mas vive em Goiás desde criança. Em sua extensa carreira, participou de grandes festivais da canção, onde conquistou o primeiro lugar em boa deles, tem diversos discos lançados e o DVD “Sertana Cantares”, título dado por Elomar, já que, exceto uma música, todo o repertório é de canções dele. Também do consagrado compositor baiano, gravou o disco “Cantada do Sertanez de Elomar” interpretando 12 músicas do cancioneiro “Elomariano”. As canções de Chico evocam os costumes regionais e o amor pela natureza, em ritmos e estilos musicais populares, contudo dialogando com a música erudita.

 

Clarisse Grova (RJ)

Cantora e compositora carioca mantém sua identidade na música popular brasileira, iniciou sua ativa carreira nos anos 80, cantando em bares, bailes, corais e festivais. No Chicos’ Bar e no Cálice, cantava acompanhada por Luizinho Eça, Edson Frederico, Osmar Milito, entre outros. Lançou compactos pela Copacabana Discos e pela EMI-ODEON. No LP Clarisse, de 85 pela EMI-ODEON, teve como arranjadores Tavito, Eduardo Souto Neto, Cesar Camargo Mariano e Flávio Venturini. Além da carreira solo, desde 2005, passou a integrar o grupo vocal Nós Quatro.

 

Karynna Spinelli (PE)

Natural do Recife, a cantora e compositora é fruto da boêmia e do batuque de raiz do Morro da Conceição, onde cresceu no meio de grandes instrumentistas como Canhoto da Paraíba, Henrique Annes e Nuca. Karynna vem se dedicando ao samba de raiz, inspirada pela musicalidade e energia dos sambas de terreiro e de roda da periferia Pernambucana. É fundadora e presidente do Clube do Samba de Recife, onde reúne mensalmente sambistas e artistas da cidade.

 

Lysia Condé (MG)

Natural de Rio Pomba, a cantora reside em Natal desde 2007, onde tornou-se um nome conhecido e respeitado na capital Potiguar, desde que iniciou sua carreira artística em 2010. Em 2011, foi contemplada com o título de melhor cantora no Festival SESI Música. Lançou em 2014 seu primeiro disco “Lysia Condé”, selecionado para o Prêmio da Música Brasileira. No mesmo ano, participou do disco “Elas de Minas”, com compositoras e intérpretes mineiras da cena contemporânea. Lysia foi indicada em três categorias no Prêmio Hangar 2014 (Melhor Música, CD do Ano e Intérprete do Ano) e indicada ao “Troféu Cultura do RN de 2015” na categoria “Melhor Cantora”. Estreou em 2015 o musical “Camarim: nos bastidores da música”, sua primeira experiência da cantora no teatro musical.

 

Maria Juliana (PB)  

A cantora paraibana e preparadora vocal, atualmente reside em Fortaleza onde é professora do curso de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Ceará e atua como solista em diversos programas de música de concerto. “Pétalas Vocais” é o seu disco lançado em 2015, ano que também passa a integrar o casting do espetáculo “Rotas da Escravidão”, concerto dirigido pelo renomado maestro catalão Jordi Savall. Projeto que une música popular e erudita, onde gravou CD, DVD e excursionou pela Europa, América do Norte e Latina. “Les Routes de L’Esclavage” foi indicado ao Grammy de 2018.

 

Oneide Bastos (AP)

Cantora, compositora, começou a carreira musical em 1977 no grupo “Seono”, que integrou até 1982. Depois o “Trio da Terra” e o “Quarteto Clave de Sol”, também foi solista em corais durante 6 anos e de alguns festivais de Música.  Oneide lançou o primeiro disco, “Mururé”, em 1994, pioneira em gravar no Amapá.  Quando Bate o Tambor, de 2012, a indicou para o 26º edição do Prêmio da Música, na categoria regional. Conhecida como a rainha da música da Amazônia, seu foco é a valorização e disseminação da cultura amapaense e da Amazônia.

 

Patricia Polayne (SE)

Voz expressiva da música nordestina contemporânea, a cantora e compositora tem estilo diferenciado e interpretação forte, fruto de um trabalho original de  pesquisa, da vivência com os timbres de sua região e influências do teatro, poesia e circo. Suas referências vão da tradição oral à Tropicália, do coco ao Cocteau Twins, da música latina aos ritmos afro brasileiros. Iniciou sua carreira como compositora no Festival Canta Nordeste, da Rede Globo, em 1996, vencendo nas categorias melhor música e melhor intérprete. Seu disco de estréia, Circo Singular – As Canções de Exílio, de 2009 pelo Prêmio Pixinguinha, venceu prêmios no Brasil e Europa, como o Rumos – Itaú Cultural e Festival Ten Samba (Espanha). Patricia também ganhou o Festival ARPUB (Associação das Rádios Públicas do Brasil), com a música “Arrastada”. Em seu histórico, apresentações no Festival Conexão Vivo, Feira Música Brasil, Prata da Casa do Sesc Pompeia e Oi Futuro, entre outros.

 

Sérgio Pererê (MG)

Cantor, compositor e multi instrumentista, Sérgio é um intérprete de timbre peculiar, melódico e potente. Toca de djembé a guitarra, de charango a rabeca, domínio que o faz figurar entre os grandes instrumentistas da cidade, principalmente como percussionista. Suas composições já foram gravadas por nomes como Ceumar e Fabiana Cozza, e cantadas por João Bosco, Milton Nascimento e Chico César.

Com o grupo Tambolelê excursionou pela Europa, Nova Zelândia, EUA e México, que gerou o projeto sociocultural Associação Bloco Oficina Tambolelê, para o ensino de percussão para jovens. Sérgio já dividiu palco com Milton Nascimento, Naná Vasconcelos, Wagner Tiso e João Bosco. Atualmente integra o grupo Sagrado Coração da Terra, ao lado de Marcus Viana.

 

Solange Leal (PI)

Solange começou nos anos 80, participando de vários festivais onde foi premiada como melhor intérprete. Solange é autodidata nas técnicas vocais, afirma que aprendeu a cantar atuando na noite por 10 anos. Eclética para os estilos de musicais, a MPB é seu ponto forte. Na discografia, um LP e dois CD, selecionada pelo Projeto Pixinguinha, fez também o Pixingão na Sala Funarte no Rio, além de aberturas de shows diversos artistas como João Bosco, João Nogueira, Diogo Nogueira, Vanusa e Fátima Guedes. Atualmente está gravando seu terceiro disco.

 

Verônica Ferriani (SP)

Estreou como cantora intérprete em 2004 e já dividiu palcos com Beth Carvalho, Ivan Lins, Mart’nália, Jair Rodrigues, Toquinho, Francis Hime, Martinho da Vila, Tom Zé, Oswaldinho da Cuíca, Maria Alcina e Criolo, entre outros. Em 2009, lançou seu primeiro disco, com músicas pouco conhecidas de compositores como Paulinho da Viola, João Donato e Gonzaguinha, e venceu o Prêmio Catavento (Rádio Cultura) como melhor cantora. No mesmo ano, lançou Sobre Palavras em parceria com o compositor e violonista Chico Saraiva, com composições dele com Mauro Aguiar. Em 2012 foi convidada para participar do Projeto Novas Vozes do Brasil, promovido pelo Itamaraty, e se apresentou em países como Colômbia, Portugal, Espanha, Rússia e Japão. Em 2013, lançou seu segundo disco, “Porque a boca fala aquilo do que o coração tá cheio”, totalmente autoral, em turnê que passou por 13 países e 100 cidades. Em 2018, prepara o lançamento do seu terceiro disco solo, Aquário.

Sobre o Prêmio Grão de Música

O Prêmio Grão de Música teve início em Salvador na Bahia, em 2014. A seleção para a premiação é iniciada, a cada ano, a partir do recebimento das obras enviadas pelo próprios artistas interessados, bem como as sugestões de colaboradores e colaboradoras de diversos cantos do país. Como o critério é o conjunto da obra, não há necessidade do material ser datado ou lançamento, o artista pode ser representado pelo disco que for considerado mais pertinente para avaliação ou emblemático para sua carreira. 

Na curadoria, o Prêmio Grão de Música vem se tornando mais colaborativo a cada edição. Além da equipe central, em 2018 vem sendo estabelecidos grupos de diversas regiões do Brasil. Nesta edição, 24 pessoas participaram durante a primeira etapa, como curadorias regionais seguindo as diretrizes do PGM, com a importante função seletiva inicial das indicações. Entre os participantes estão artistas, produtores, produtoras e jornalistas com perfil engajado com arte e a canção brasileira. O desenvolvimento deste processo é constante, a ideia é que o PGM possa ter representantes na maior parte do Brasil. O plano para 2019 é as curadorias regionais estarem plenamente estabelecidas e ainda mais ativas, afinadas com o propósito do prêmio, a fim de potencializar a abrangência da seleção. 

Ouça todas as coletâneas das edições do PGM: http://premiograodemusica.com.br/coletaneas

 Equipe

Socorro Lira: direção artística e coordenação de produção

Elifas Andreato: direção artística da Mostra PGM e criador da identidade visual

Roberto Tranjan: produção executiva

Maury Cattermol: produção executiva e comunicação

Carolina Araújo: produção