A lamentável situação do Conselho de Saúde de Ouro Preto

Pedro Luiz Teixeira de Camargo (Peixe) é Biólogo e Professor, Dr. em Ciências Naturais e Docente do IFMG. É militante e articulista da coluna de política Coluna do Peixe, com opiniões sobre o que se passa na política local e nacional

Não é de hoje que se ouvem histórias sobre os desmandos de alguns conselhos na cidade de Ouro Preto. Casos de pautas levadas a toque de caixa, assinaturas ad referendum sem necessidade alguma, etc.

Mas dessa vez o secretário de saúde passou dos limites: de maneira totalmente irresponsável não soube se portar na reunião simplesmente abandonando a sala virtual e deixando todos sem entender o que se passou.

Não basta submeter uma pauta para os conselheiros somente referendarem o que já foi assinado e não se sentir à vontade quando temos participação social, agora ele sai do recinto e deixa todos os demais representantes da sociedade ao léu?

É hora dos movimentos sociais ouro-pretanos, com destaque para a FAMOP rediscutirem o papel do Conselho de Saúde. Tem conselheiro completando 20 anos de atuação ininterrupta, isso é um absurdo do ponto de vista democrático! Isso para não falar de conselheiro indicado pela sociedade civil que vota como governo, é uma verdadeira aberração o que estamos assistindo no presente!

Essa desorganização precisa acabar! Estamos em uma cidade onde os casos de coronavírus estão pipocando e a administração municipal simplesmente não faz testagem em massa, tem pessoas morrendo ou em risco e a principal ação preventiva simplesmente é ignorada por todos!

Quando vemos a formação do secretário de saúde, o responsável pelo lastimável ocorrido na última reunião do conselho, começamos a entender um pouco os motivos do vexame, afinal de contas nem profissional da saúde o sujeito é, no popular, ele está “quebrando um galho” pois ninguém quer assumir a saúde nesse momento caótico.

Até quando vamos assistir o município nessa situação? A saúde está abandonada, os testes preventivos não são realizados e só escutamos falar da nova UPA. Ela é extremamente importante, ninguém duvida, mas e o resto? E a falta de insumos no hospital de campanha? E a postura autoritária e ridícula do secretário de saúde na reunião onde os verdadeiros patrões, os usuários, estão presentes?

Algo precisa ser feito, não podemos enfrentar uma pandemia com figuras totalmente despreparadas no comando de uma das mais importantes pastas do executivo municipal.

É hora de renovar tudo, começando pelo Conselho de Saúde.

Mudanças já!

Comentários