O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) confirmou, na noite desta quarta-feira (29), que será candidato ao Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa na Praça do Santuário, em Divinópolis, poucas horas após uma crise pública envolvendo o Republicanos, que chegou a informar que o parlamentar não disputaria o cargo.
A decisão encerra, ao menos por enquanto, semanas de incertezas sobre a participação de Cleitinho na eleição estadual e ocorre depois de um dia marcado por declarações contraditórias entre o senador e a direção nacional da legenda.
Republicanos anuncia desistência e senador reage horas depois
A polêmica começou pela manhã, quando o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou à GloboNews que Cleitinho havia desistido da candidatura ao Governo de Minas.
A declaração surpreendeu aliados do senador e reforçou as especulações de que o partido buscava reorganizar sua estratégia para a disputa estadual diante da falta de uma definição pública do parlamentar.
Pouco depois, porém, a assessoria de Cleitinho divulgou uma nota informando que ele continuava sendo pré-candidato ao Palácio Tiradentes, contrariando o posicionamento da direção nacional da legenda.
No início da noite, o próprio senador colocou fim ao suspense ao confirmar oficialmente sua candidatura durante uma coletiva realizada em Divinópolis.
“A voz do povo é a voz de Deus”, diz senador
Durante o anúncio, Cleitinho afirmou que decidiu entrar na disputa após analisar pesquisas de intenção de voto.
“Em todos os cenários eu lidero as pesquisas. Eu falei que, se até o final estivesse liderando, seria candidato. A última pesquisa mostra que tenho 40% de aprovação. A voz do povo é a voz de Deus. Eu serei candidato”, declarou.
Na mesma coletiva, o senador anunciou que o prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, será seu companheiro de chapa como pré-candidato a vice-governador.
Pedido de desculpas ao partido
Ao comentar o desgaste com o Republicanos, Cleitinho reconheceu que sua indefinição pode ter causado desconforto dentro da legenda.
Segundo o senador, ele chegou a encaminhar uma carta ao presidente nacional do partido e pediu desculpas pela condução do processo.
“Tenho defeitos, tenho equívocos. Se essa minha questão pessoal chateou o partido, peço desculpas”, afirmou.
Luto influenciou decisão
Cleitinho também explicou que o período de luto pela morte do irmão, Matheus Augusto Azevedo, influenciou o adiamento da definição sobre a candidatura.
Matheus morreu no último dia 18 de julho, em Divinópolis, após tratamento contra leucemia.
Durante a coletiva, o senador afirmou que o momento familiar dificultou as discussões políticas nas últimas semanas.
“Só quem passa por um luto sabe o que é isso”, declarou.
Partido cobrava definição
Segundo o Republicanos, a legenda aguardava havia meses uma posição definitiva de Cleitinho sobre a disputa pelo governo estadual.
O partido informou que trabalhou para viabilizar sua candidatura, mas alegou que ela nunca havia sido formalmente confirmada, motivo pelo qual passou a discutir outros cenários para as eleições de 2026.
Apesar do impasse, Cleitinho permanece filiado ao Republicanos. Como o prazo de filiação partidária terminou em abril, uma eventual candidatura ao Governo de Minas só poderá ocorrer pela atual legenda.
Ausência em evento chamou atenção
Horas antes da coletiva em Divinópolis, Cleitinho era esperado em um encontro político realizado em Uberlândia, onde dividiria o palco com o secretário de Estado Marcelo Aro (PP), outro nome citado nos bastidores como possível candidato ao governo mineiro.
O senador não compareceu ao evento.
Durante a coletiva, Cleitinho afirmou esperar contar com o apoio de Marcelo Aro na campanha.
“Acredito que o Marcelo Aro pode me apoiar e eu vou apoiar ele também”, disse.







