Em 14 de março de 1971, Belo Horizonte não inaugurou apenas um teatro. Inaugurou uma escala nova para si mesma. O Palácio das Artes ainda não estava inteiro — a Grande Galeria havia sido aberta meses antes, e outras partes do complexo seriam concluídas com o tempo —, mas o seu coração se abria naquela noite com O Messias, de Händel, sob a regência de Isaac Karabtchevsky. A cidade entrava, enfim, numa casa que aprenderia a dizer, em voz pública, aquilo que Minas sempre soube em voz baixa: que cultura não é ornamento da vida; é uma de suas formas mais…
Autor: admin
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