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Balanço Celeste parte 1: A defesa

Como já é esperado nas equipes de Mano Menezes, a defesa cruzeirense se destacou na temporada

Nesse período de férias, farei textos que trarão um balanço do time celeste no ano de 2018. Os pontos fortes, fracos, onde podemos melhorar e o que o Cruzeiro deverá fazer para que 2019 seja ainda mais vitorioso. Farei análises coletivas, individuais, das transferências, categorias base e etc. E o primeiro texto trará um panorama do que foi a defesa celeste na temporada que passou. Vamos lá!

A tendência de equipes montadas por Mano Menezes é se destacarem defensivamente. O treinador celeste nunca escondeu de ninguém sua forma de ver futebol, as vezes pouco empolgante, mas sempre eficiente. E com o Cruzeiro não foi diferente. A equipe celeste se destacou defensivamente e teve, nesse setor, seu grande trunfo no ano.

A escalação titular do quinteto defensivo do Cruzeiro contava com o lendário goleiro Fábio, o lateral Edílson, o mito Dedé, o excelente Léo e o ala Egídio. Fábio, como de costume, dispensa comentários.

Uma temporada magistral do experiente camisa 1 celeste, que chegou a defender três pênaltis numa mesma disputa e foi peça principal nas vitórias e conquistas celestes no ano. A alcunha de melhor goleiro do Brasil talvez nunca tenha caído tão bem.

Nas laterais, dois bons, mas contestados jogadores. Edílson veio ao Cruzeiro numa criticada troca com o ponta Alisson e sua seguidas lesões trouxeram desconfiança. O camisa 22 foi um dos clássicos jogadores “chinelinho”, que joga pouco e quando quer, mas quando joga é importante ao clube. O atleta cresceu muito em momentos decisivos e usou de sua experiência para dar uma tranquilidade a muito tempo não vista no lado direito celeste. Sua tranquilidade na saída de bola, com muitos dribles e raras perdas de bola, foram talvez seu principal ponto forte no ano. Seu baixo índice de disponibilidade, o ponto fraco. Já Egídio, amado por uns e odiado por outros, fez uma temporada boa no Cruzeiro, como foram em todas as suas passagens aqui. O camisa 6 não é nenhum craque, mas muito das críticas que recebe vem de uma inexplicável má vontade com seu futebol. Para o nível do futebol brasileiro, o jogador é um ótimo nome. Diferente de Edílson, Egídio foi um dos jogadores que mais atuou no ano. Ainda precisa melhorar sua tomada de decisão para esquivar um pouco das críticas que recebe.

Agora talvez o ponto mais alto da defesa celeste no ano: a zaga. O início do ano da defesa celeste não foi bom. Murilo e Manoel não conseguiam ser uma dupla confiável para Léo. Até que após perder o clássico de ida da final do Campeonato Mineiro por 3 a 0 para o maior rival, Dedé, recém recuperado de graves lesões, entrou em cena. O camisa 26 voltou com tudo e logo dominou a posição, sendo chamado inclusive à seleção brasileira e ficando na lista de suplentes de Tite para a Copa do Mundo. A zaga formada por Dedé e Léo se tornou rapidamente uma das melhores, se não a melhor, do Brasil e partidas que os dois jogavam eram sinônimo de dificuldades para o adversário.

Mas se o quinteto defensivo do Cruzeiro gerou poucas preocupações, não foi assim com os reservas. Os laterais reservas Ezequiel e Marcelo Hermes demonstraram poucas condições de envergar o manto azul e deixarão o clube após o fim do ano. Patrick Brey foi outro jogador que teve poucas chances na ala esquerda e quando jogou não se destacou. Na zaga, Murilo e Manoel não conseguiram ser suplentes a altura e a boa notícia foi a promoção do Cacá, que é uma excelente perspectiva de futuro. O goleiro Rafael mais uma vez jogou pouco e não comprometeu. Deu-se uma impressão de que ele esteve em pior forma esse ano, mas sempre que jogou foi com o fraco time reserva celeste, o que dificultou seu trabalho.

Agora, falar de todos esses atletas sem citar Lucas Romero é uma heresia. O polivalente argentino mais uma vez foi um dos destaques do time atuando fora de sua posição de origem. O camisa 29 atuou a maior arte da temporada como lateral direito e foi muito bem. Romero inclusive jogou na partida mais importante do ano, a final da Copa do Brasil, improvisado na lateral esquerda e mais uma vez teve boa atuação. O argentino com certeza foi um dos melhores atletas do ano, mesmo não sendo propriamente um titular da equipe.

Números

Agora, nada melhor que os números para uma análise fria do sistema defensivo do Cruzeiro no ano.

A equipe celeste disputou 72 jogos oficiais na temporada passada e sofreu 55 gols, uma boa média de 0,76 por partida. No Brasileirão, onde entrou em diversos jogos com equipes reservas e mistas, o Cruzeiro sofreu 34 gols em 38 jogos, sendo a quinta melhor defesa da competição. Em casa foram 22 gols sofridos em 37 partidas, numa média de 0,64 gols por jogo, e fora foram 33 gols tomados em 35 jogos, com 0,94 gols sofridos por partida, de média. Em nenhuma das ocasiões o time azul e branco chegou a uma média de mais de um gol por partida, o que mostra o poderio defensivo do time, principalmente jogando em casa.

No próximo texto, irei falar dos nossos meio campistas. Até lá!!!

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