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Mediação pedagógica online: da teoria à práxis

Sabrina Guedes 19 de abril de 2020 às 21:42
Tempo de leitura
3 min

Este trabalho tem por objetivo destacar alguns pontos discutidos no material base do curso e que demonstram uma relevância para com os conceitos que já venho desenvolvendo no meu cotidiano, como aluna e professora na Educação à Distância.

Se formos pensar na história da tecnologia e seu uso, desde a mais remota ferramenta que poderíamos imaginar, até a geração mais complexa, na atualidade de máquinas, a sobrevivência humana é um ponto a ser destacado.


Em termos educacionais, a discussão também trilha esse caminho, visto que o desenvolvimento cognitivo e as consequentes transformações presentes, retratam um sobreviver social. As sociedades cobram por conhecimentos que se tornam pilares imprescindíveis para a manutenção do homem.

A Educação prescinde por uma concepção de medição, seja presencialmente, ou mesmo à distância. As relações, as construções dos vínculos, trocas estabelecidas trarão os pontos importantes desse movimento.

No caso da nossa discussão deste momento é a Educação Online (EAD) e a qualidade das mediações feitas ao longo das gerações.

Desde a primeira geração da Educação à Distância, em fins do século XIX, com a utilização da correspondência para o ensino, até a atualidade (5ª geração) com os dispositivos móveis, com o uso da internet, a intenção primeira foi e é a comunicação e atendimento às necessidades dos alunos, cada qual a sua maneira de atingir esse fim.

Na Educação à Distância, os AVA’s (Ambientes Virtuais de Aprendizagem) são os espaços de aula. A plataforma é o lugar onde a aula com o uso da tecnologia digital da informação e comunicação ocorre. Tempo e lugar tomam um formato diferenciado, permitindo uma flexibilização no estudo do aluno, permitindo que este seja o construtor e responsável por sua aprendizagem.

Segundo Lemos e Cunha, “todos têm como […] aproveitar o potencial das novas tecnologias de informação e comunicação” (2003, p. 18).

A mediação pedagógica é sempre muito importante e necessária no trabalho educacional, mas bem sabemos que ao longo dessa história, as formas foram modificadas.

Acompanhar o tempo e as necessidades dos alunos é um ponto básico. A escola precisa se reformular, ir ao encontro e estabelecer vínculos, produzindo materiais que sejam adaptáveis. A teoria pedagógica precisa ser transformada em prática, com produtos e profissionais qualificados.

Não é apenas uma transposição do presencial para a Educação à Distância, mas uma modalidade que é própria com suas bases teóricas e esse ponto não pode ser negligenciado, especialmente no que tange à Legislação. E somente no cumprimento legal é que a qualidade do ensino chega aos alunos e processo ensino-aprendizagem se efetiva.

 

REFERÊNCIA:

LEMOS, André; CUNHA, Paulo (orgs). Olhares sobre a Cibercultura. Sulina, Porto Alegre, 2003.

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* Esse texto é um artigo de opinião do colunista e pode não representar à posição do portal Mais Minas sobre o assunto.

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