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Idosa de 98 anos recebe alta em Uberlândia após ser curada da Covid-19

Rodolpho Bohrer 14 de julho de 2020 às 19:39
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Os familiares de Carmélia Maria Calegari, de 98 anos, receberam na segunda-feira, 6 de julho, a notícia mais esperada dos últimos 24 dias: a alta hospitalar da matriarca da família, após ser considerada curada do novo coronavírus.   

A idosa deu entrada no Santa Genoveva Complexo Hospitalar, em Uberlândia, no dia 13 de junho com falta de ar e saturação baixa, dois dos sintomas da doença. Ela foi o único caso da família que testou positivo.   

“Todos nós da família estamos tomando os cuidados necessários desde o início da pandemia. Por isso, quando ela se queixou da dificuldade para respirar, logo nos apavoramos e corremos para o hospital. Lá, ela foi muito bem atendida, a equipe médica sempre foi muito atenciosa e nos informava de tudo o que estava acontecendo”, relatou Thassyane, neta de dona Carmélia.   

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Apesar de ter quase um século de vida, a paciente não tinha problemas de saúde. Por conta da idade, dona Carmélia ficou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).   

Segundo o médico geriatra responsável por acompanhar a paciente, Tiago Ferolla, a evolução de dona Carmélia surpreendeu toda a equipe. “Normalmente, a Covid-19, nos idosos, tem tendência de ser mais grave e com acometimento pulmonar maior, o que pode gerar mais tempo em UTIs. Aqui no Santa Genoveva, os idosos são a maior parte dos casos de internação, tanto em UTI, quanto na enfermaria’, disse.   

“Por se tratar de uma paciente nonagenária, dona Carmélia demandou cuidados especiais com fisioterapeutas e medicamentos adequados. Isso foi importante para evitar outras comorbidades que poderiam prejudicar ainda mais a saúde dela, como uma pneumonia bacteriana e aumento de pressão arterial”, explica. 

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Tiago Ferolla salienta que os primeiros 30 dias pós alta hospitalar necessitam de acompanhamento rigoroso. “Os idosos, principalmente os nonagenários, têm risco de complicações até mesmo após a alta hospitalar. As complicações infecciosas podem vir a acometer um pulmão que já ficou muito tempo inflamado pela infecção da Covid-19″, finaliza o geriatra.