“Cuidadores precisam ficar atentos aos excessos”, diz psicóloga

Destaques

Mineirão projeta mensagens para profissionais de serviço essencial em sua fachada

O Mineirão tem projetado em sua fachada depoimentos para os trabalhadores de serviços essenciais que precisam ir às ruas...

Juiz de Fora registra primeira morte por coronavírus, além de 58 confirmações

A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata, registou a sua primeira morte confirmada por conta do...

Live de Marília Mendonça já ultrapassa 3 milhões de visualizações, assista!

Marília Mendonça está realizando neste momento um "Show Live", da sala de sua casa. Com uma iluminação verde e...

Incêndio criminoso atinge uma casa em Tiradentes; veja fotos

Uma casa foi incendiada na manhã desta quarta-feira (8), por volta das 11h20, no bairro Recanto da Serra, em...

Em Ouro Branco, dois óbitos por coronavírus que estavam em investigação foram descartados

Após ter dois óbitos por coronavírus em investigação, a Prefeitura de Ouro Branco, por meio da Secretaria Municipal de...

Você já parou para pensar como é a vida de uma pessoa que cuida quase que 24 horas de outra pessoa? Pois é, não deve ser fácil, pois a tarefa requer amor e dedicação, e muitas vezes abdicação de prazeres mínimos da vida, como assistir a uma televisão, por exemplo. A reportagem do Mais Minas conversou a psicóloga Anili Mancuzo, que explicou como os excessos podem acarretar em doenças do cunho emocional.

“Com certeza a carga horária pesada, o excesso de responsabilidade por cuidar de outro ser humano, o desgaste físico pelo trabalho duro podem influenciar com certeza diretamente no emocional de um cuidador. Causando muitas vezes, crises de estresse, ansiedade, depressão e até mesmo crises de pânico”, explicou a doutora Anili.

Muitas vezes quem não vive situação semelhante a do cuidador tende a não ficar muito atento ao desgaste físico e emocional que o cuidador sofre, pois o foco está no ajudado, que é a pessoa que claramente necessita de atenção especial. No entanto, o cuidador também precisa de cuidados.

É claro que cuidar de alguém, principalmente se tratando de idosos que em sua maioria são os pais dos cuidadores, é muito gratificante. Nada mais justo do que cuidar de quem um dia cuidou de você. E se tratando de portadores de necessidades especiais, que em sua maioria são os filhos dos cuidadores, além de obrigação, é uma oportunidade para desenvolvimento pessoal.

A questão é: até que ponto toda essa dedicação é saudável? Passado dos limites, ele pode prejudicar a saúde do cuidador. A sociedade precisa voltar os olhares também para essas pessoas, pois os dados são alarmantes. A Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA divulgou no ano passado (2019) que 63% dos cuidadores morrem  quatro anos antes dos cuidados.

“Sabemos o quanto o psicológico é importante para o nosso bem estar, para a nossa qualidade de vida. E não é à toa que hoje fala-se muito sobre saúde mental. A nossa resiliência e positividade está diretamente ligada a nossa saúde mental, como vemos e respondemos à vida. Tantos os contratantes dos cuidadores, como os próprios cuidadores, eles precisam ficar atentos aos excessos, ao ambiente de trabalho e principalmente respeitarem os limites uns dos outros e não se compararem, porque cada um tem o seu jeito próprio, o seu limite e a sua forma de enfrentar a vida”, finalizou Anili.

Encontre a Dra Anili Mancuzo nas redes sociais: @psicologaanilimancuzo.

RECEBA O NOSSO BOLETIM DE NOTÍCIAS DIARIAMENTE
Digite seu Nome:

Digite seu E-mail:


 

- Advertisement -

RECEBA O NOSSO BOLETIM DE NOTÍCIAS DIARIAMENTE
Digite seu Nome:

Digite seu E-mail: