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Dias de Chuva, um livro de Carolina Mancini

Sempre gostei de ler um bom livro – um livro bem escrito, claro. Muito embora a leitura, de um modo geral, seja enriquecedora, há muita diferença entre ler um livro e ler um bom livro. Um a história bem escrita torna a leitura diferente, mais prazerosa, instigante. Agora, uma história com falhas, dentre outros problemas, só pode provocar uma sensação no leitor: liberdade! Um desejo de fuga daquele livro.

Infelizmente, nem todas as pessoas sabem escrever bem. Escrever, qualquer pessoa alfabetizada consegue, agora escrever bem é um dom para poucos. Contudo, têm pessoas que carregam dentro de si a qualidade nata de um escritor e só precisam ser descobertas.

Dias de Chuva é o primeiro livro de Carolina Mancini, foi o primeiro livro que eu li em 2018 e o primeiro livro que eu leio da Editora Estronho. Uma grata surpresa. A autora foi uma grata surpresa. Lua Andrade, do blog Caderno da Lua, foi quem me apresentou e me enviou o livro para ler, através de um projeto bem bacana, onde a obra passaria por diversos blogueiros ao redor do país.

Professora de teatro, ilustradora e escritora, Mancini colocou o seu dom em Dias de Chuva, mas, acima de tudo, colocou dedicação. Eu não a conheço pessoalmente, ainda, mas a acompanho nas redes sociais e vejo o tamanho da sua dedicação para que sua obra possa ser descoberta por mais e mais leitores.

Se uma pessoa, além de ter o dom, demostra paixão por aquilo que ela faz, por que não dedicar uma parcela de tempo a ela? Afinal, tudo o que é feito com dedicação e amor, só pode resultar em coisa boa.

Um livro de fantasia contemporânea, como define a autora, Dias de Chuva fala sobre pessoas e suas atitudes morais de uma forma muito realista, por isso a leitura é por vezes emocionante. Uma história forte de uma família problemática, cheia de vícios, problemas de saúde e financeiros. Julia, personagem central, oscila entre a dor do mundo real, dentro desta família, e o mundo da fantasia.

Eu conversei com a Carolina que me explicou um pouco mais sobre o seu primeiro trabalho literário. Confira:

Dias de Chuva foi uma das minhas leituras mais prazerosas e fica aqui o meu agradecimento à Lua Andrade, do blog Caderno da Lua, que me apresentou o livro. Também pude observar que outras pessoas que o leram têm essa mesma percepção. Creio que posso dizer que Dias de Chuva é um sucesso, algo raro nos dias atuais. Por que você acha que os leitores se identificaram tanto com a sua história?

Bem, eu não sei dizer se é um sucesso, ou que tipo de sucesso ele é, mas gosto de acreditar que é uma história que emociona e prende o leitor na maioria das vezes com facilidade, e essa identificação pode acontecer por se tratar não só de uma narrativa em primeira pessoa, mas principalmente, por ter uma protagonista imperfeita, cheia de medos, mas também de atitudes de coragem, com mágoas, dores, incertezas, amores e muita vontade de “resolver” tudo, mesmo que ela se atrapalhe e bagunce as coisas de vez em quando.

Como surgiu a ideia para escrever a obra e como foi o processo de escrita?

Quando essa história surgiu tratava-se de um conto pequeno, mas segundo o editor da Estronho, Marcelo Amado, havia potencial ali para um romance e desde então eu o reescrevi inúmeras vezes, até ter certeza de que havia feito o melhor que eu podia e que era uma história completa, com uma mensagem forte, e capaz de marcar o leitor.

Julia, a personagem central da história, vem de uma família totalmente desestruturada, com vícios, doenças, problemas financeiros. Você se inspirou em alguma situação específica para escrever sobre essa família?

Específica não, mas em muitas que eu vejo e outras que também vivi, assim, a partir desses recortes tomei a liberdade de criar a Júlia, até porque, estava um pouco cansada de sempre ter personagens ricos ou da classe média como protagonista de fantasias contemporâneas.

Você acredita no sobrenatural? Qual a sua relação com esta questão e também com as bruxas e o folclore, alguns dos temas presentes na obra?

Que pergunta difícil! Bem, às vezes eu acredito que o sobrenatural são apenas as forças da natureza ainda não descobertas. Mas falando sério, trabalhar com folclore e mitologia indígenas foi (e ainda é) algo que eu precisava fazer, por ter grande admiração e respeito por esses temas. Agora sobre as bruxas, acredito que elas nos passem, metaforicamente, uma mensagem de equilíbrio entre as forças da natureza e do ser humano.

O que podemos esperar da Carolina Mancini para o futuro? Convide os leitores da coluna Universo dos Livros a conhecerem o seu trabalho.

Entre maio e junho teremos o lançamento do meu segundo livro, Nihil, um terror psicológico com pitadas de distopia e muita experimentação literária. Eu continuo escrevendo sem parar, e estou finalizando uma fantasia sombria, ainda sem data de lançamento. Meus trabalhos podem ser acompanhados na página do Facebook: Artes de Carolina Mancini e no blog carolinamancini.blogspot.com, e seria um imenso prazer receber vocês por lá.

Para comprar direto com a autora, envie um e-mail para: [email protected]

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