Dois milhões de máscaras serão confeccionadas por detentos em Minas Gerais

Cerca de 200 detentos de 20 presídios de Minas Gerais irão confeccionar o total de 2 milhões de máscaras de proteção contra o coronavírus. Quando estiverem prontas, as máscaras serão distribuídas em hospitais, prefeituras, forças de segurança e população em geral.

Segundo informações do Departamento de Segurança Prisional de Minas Gerais (DEPEN), o Governo adquiriu 165 mil metros do tecido TNT para que a produção pudesse ser feita. O tecido chegou a Belo Horizonte na última quinta-feira (2) e já foram distribuídos pelas 20 unidades prisionais no estado, nas cidades de: Contagem, Juiz de Fora, Eugenópolis, Ribeirão das Neves, São João de Bicas, Lagoa Santa, Montes Claros, Francisco Sá, Governador Valadares, Formiga, Ipaba, Timóteo, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia, São Sebastião do Paraíso, Itajubá, Ponte Nova e Caxambu.

Os presos que participarem da confecção das máscaras podem se beneficiar com a remição da pena por serviços prestados, que consiste em a cada três dias trabalhados, um é subtraído da condenação.

O presídio de Caxambu já doou mil máscaras de proteção à Secretaria Municipal de Saúde, e o de Ponte Nova, entregou dois mil desses equipamentos ao Hospital Arnaldo Gavazza.

O Complexo Penitenciário Nelson Hungria terá Centro de Referência no combate ao coronavírus. Ao todo, serão disponibilizadas duas áreas que já foram reformadas e serão transformadas em uma espécie de hospital, onde os presos que contraírem a Covid-19 receberão atendimento médico. Essa é uma medida de prevenção adotada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) para evitar que o Sistema Único de Saúde fique sobrecarregado caso a pandemia alcance pico de contaminação.

Em Minas Gerais, trinta unidades de referência já foram instaladas no sistema prisional. Elas funcionarão como centros de triagem e porta de entrada para novos detentos nos presídios e penitenciárias, ou seja, todas as pessoas que forem presas no estado durante a pandemia serão primeiramente encaminhadas e permanecerão por quinze dias em um dos centros de triagem mais próximo da cidade onde cumprirá pena. O objetivo é evitar com que novos detentos levem o vírus para os presídios e contagiem outros detentos e profissionais de segurança pública.

Seguindo as orientações da Vigilância Sanitária, os presos e presas que manifestarem os sintomas da Covid-19 não poderão participar da produção das máscaras.

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