Ex-governador Fernando Pimentel, pela segunda vez, vira réu no TRE-MG

O ex-governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), pela segunda vez, se tornou réu no Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-MG). Neste segundo processo, o político é acusado de ter recebido cerca de R$ 1,5 milhão em doações não declaradas, durante a campanha para o Senado Federal no ano de 2010.

A decisão foi tomada pela Juíza Luiza Peixoto, da 32ª Zona Eleitoral da cidade de Belo Horizonte, que aceitou a denúncia do Ministério Público contra o ex-governador. Há duas semanas, a juíza já havia acatado outra denúncia contra o petista, num caso de tráfico de influência.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Fernando Pimentel teria recebido em doações não declaradas, o chamado “caixa dois”, uma quantia de  aproximadamente R$ 1,5 milhão feitas por empreiteiras e por Iraci de Assis Cunha, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH).

Ainda segundo a denúncia, as doações irregulares foram ajustadas por Pimentel junto aos dirigentes das pessoas jurídicas doadoras. Dessa forma, o ex-governador é acusado de “omitir, em documento público ou particular, declaração que dele deveria constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que havia ser escrita para fins eleitorais”; ou seja, diante da situação, Pimentel é acusado de falsidade ideológica.

Esta é a segunda vez que o ex-governador virá réu na Justiça Eleitoral de Minas Gerais. No primeiro caso, o político é suspeito de obter vantagens e recursos ilegais para financiar sua campanha para o governo do estado, nas eleições de 2014. Pimentel teria usado sua influência como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), com a finalidade de facilitar a outorga para construção de aeroporto na região metropolitana de São Paulo.

A defesa do ex-governador afirmou que só irá se manifestar nos autos do processo.

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