Pelo Twitter, Flávio Bolsonaro provoca o Hamas: “Quero que vocês se EXPLODAM!!!”

O Senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente da República Jair Bolsonaro, publicou no início da noite desta terça-feira (02) em seu perfil oficial no Twitter,  uma reação à posição tomada pelo movimento palestino Hamas de criticar a visita do presidente a Israel.  “Quero que vocês se EXPLODAM!!!”, escreveu o senador ao compartilhar uma imagem com o titulo de uma reportagem que noticiava as críticas do grupo à visita de Bolsonaro.

Veja:

Foto: Reprodução/Twitter

Pouco mais de uma hora após a postagem, Flávio Bolsonaro apagou a mensagem de sua rede social. No entanto, a colocação do senador já havia repercutido negativamente entre os usuários do Twitter e foi noticiada em diversos meios de comunicação.

O Hamas é um grupo considerado terrorista pelo Estados Unidos, Japão, Israel, Canadá e pela União Europeia.

 

Entenda a polêmica

Em viagem oficial à Israel, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a abertura de um escritório de negócios do Brasil em Jerusalém. Dessa forma, o governo brasileiro deixa claro que considera a cidade como capital de do Estado de Israel. A medida vem como uma alternativa temporária à promessa de transferência da embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém,  feita durante a campanha eleitoral.

A transferência anunciada por Bolsonaro é polêmica, uma vez que os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital do futuro Estado e diversos conflitos são travados na região, além de abranger estados que apoiam a visão israelense.

Como reação à visita oficial do chefe de estado brasileiro à Israel, o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, divulgou um comunicado crítico à visita do presidente a Israel.

Para o Hamas, a postura de Bolsonaro não condiz com a atitude “histórica do povo brasileiro, que apoia a luta pela liberdade do povo palestino contra a ocupação (israelense), mas também viola as leias e as normas internacionais”, escreveu o grupo no comunicado.

A postura do governo brasileiros pode colocar em ameaça os laços, sobretudo econômicos, do Brasil com países árabes, além de colocar em risco a segurança nacional.

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