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Insatisfeitos com demissões, funcionários da Turin fazem paralisação em Ouro Preto

Trabalhadores bloqueiam saídas dos ônibus da empresa desde às 5h25 da manhã desta quinta-feira

O transporte coletivo ouropretano passa por momentos de tensão nesta quinta-feira (06). Os funcionários da empresa Turin, uma das responsáveis pelo transporte coletivo na cidade, insatisfeitos com a demissão em massa de 54 auxiliares de viagem, conhecidos popularmente como cobradores ou trocadores, iniciaram uma paralisação de suas atividades, impossibilitando a rodagem das linhas de ônibus municipais. A ação da empresa se dá pela implantação do sistema de catracas eletrônicas nos coletivos.

Em entrevista à Rádio Itatiaia Ouro Preto, uma funcionária, identificada como Joelma reivindica explicações e manifestações das autoridades, como prefeito e vereadores. A funcionária afirma ainda que nenhum ônibus irá sair da garagem enquanto os pedidos dos trabalhadores não forem acatados e que única linha liberada para circulação foi a da Gerdau.

Quando questionada sobre a realização de alguma assembleia ou comunicado sobre o desligamento dos auxiliares de viagem, Joelma afirmou que nenhum esclarecimento foi feito por parte da empresa: “Até agora a gente está sem informação nenhuma”. A funcionária disse ainda que, apesar da paralisação, os trabalhadores estão abertos ao diálogo: “Prefeito, vereador, quem quiser aparecer, a gente está disposto a escutar”.

A principal revolta dos funcionários é pelas demissões terem ocorrido de forma repentina, não dando tempo dos prejudicados se prepararem para a situação. “Nós queremos nossos empregos, ainda não sabemos se perdemos, mas não queremos perdê-los, porque aqui tem muitos pais e mães de família”, afirmou Joelma.

Sistema de bilhetagem e catracas eletrônicas

As empresas de transporte coletivo em Ouro Preto, Transcotta e Turin, passaram a adotar o sistema de bilhetagem eletrônica em setembro deste ano, com a justificativa de modernizar o serviço de cobrança de passagens e proporcionar mais conforto e segurança aos passageiros que fazem uso do transporte urbano. O que não se sabia até então é que as consequências dessas medidas acabariam influenciando negativamente na vida de dezenas de funcionários da empresa.

Na manhã desta quinta-feira, a empresa Turin soltou uma nota destacando a situação de desligamento dos funcionários. Confira um trecho do comunicado:

“Comunicamos que a partir desta data, iniciaremos o desligamento de todos os colaboradores que exercem a função de Auxiliares de Viagem (cobradores) em nossas operações nas linhas urbanas e distritais. Além disso, como medida emergencial, visando a redução do desequilíbrio econômico-financeiro da operação, serão realizados ajustes na operação com o objetivo de racionalizar a oferta à atual demanda de passageiros.

Lamentamos profundamente ter que tomar este tipo de decisão, principalmente nesse momento de elevado nível de desemprego em nossa região. Contudo, não nos restaram outras alternativas, que nesse sentido, visa, além da imediata redução dos prejuízos, evitar a paralisação de todas as operações de transporte, o que causaria um verdadeiro caos ao município, com perdas inestimáveis aos usuários e à comunidade num modo geral. Ratificamos que tais medidas não proporcionam, ainda, o necessário equilíbrio econômico financeiro nas operações, sendo necessário, portanto, a imediata revisão tarifária.”

Para ler a nota na íntegra clique aqui.

Segundo  usuários do transporte público, as linhas da empresa Transcotta, do mesmo grupo da Turin e que também atua no segmento do transporte público ouropretano, já circulam sem trocadores, com as passagens sendo cobradas e recebidas pelos motoristas.

No início da paralisação os funcionários ainda tinham sido comunicados oficialmente das demissões, mas pelo fato de todos os auxiliares de viagem, com exceção das grávidas, terem recebido folga e do assunto já ter se espalhado nas redes sociais nos últimos dias, as dispensas já eram esperadas.

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