PUBLICIDADE
Mérito Esportivo Grupo de Trabalho sobre Acessibilidade
IPTU Premiado 2026
PUBLICIDADE

Daqui a uma semana o Cruzeiro volta a entrar em campo para um jogo oficial na temporada. E logo num jogo decisivo, o segundo das oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Atlético Paranaense. O Cruzeiro venceu o jogo de ida, fora de casa, por 2 a 1. E mesmo com quase um mês sem jogos, além da promessa de reforços no elenco, o time celeste continua praticamente o mesmo que iniciou a temporada, apenas com algumas saídas de atletas coadjuvantes. Esse cenário preocupa a torcida celeste, pois o time se mostrou muito carente de atletas com características específicas. Um exemplo é o jogador de velocidade para o setor ofensivo da equipe, que apesar de ter sido prometido, ainda não apareceu.

A maioria dos clubes tem aproveitado a intertemporada para fazer negócios, de compra e principalmente venda de jogadores. O mercado saudita chegou forte nessa temporada e levou técnicos e jogadores dos times brasileiros. Com um mês tão movimentado assim, a estagnação cruzeirense causa desconforto na torcida, pois fica a impressão que o time está sendo deixado para trás no mercado. A a falta de especulações envolvendo a equipe celeste também preocupa. Em períodos de transferência, nomes pipocam em todos os noticiários, mas nem na seção sensacionalista das mídias esportivas o nome do Cruzeiro tem aparecido. Até hoje, apenas Ricardo Goulart e Pedro Rocha foram especulados, mas com valores que fogem à realidade do combalido poderio financeiro celeste.

Apesar de ter um bom time base, reforços são indispensáveis no Cruzeiro. Um meia para fazer sombra a Thiago Neves, um ponta veloz e um atacante que supra as seguidas lesões dos novos centroavantes são os casos mais urgentes. E não pensem que quando peço reforços, quero que o time faça loucuras, como as noticiadas que seriam necessárias para tentar repatriar Ricardo Goulart. A prioridade deve ser quitar nossas dívidas. Mas é necessário reforços pontuais e certeiros, principalmente na América Latina, celeiro de joias.

Algo que me incomoda também é a falta de propostas pelos nossos jogadores. Já que está levando jogadores fracos de todo mundo, o futebol Árabe podia dar uma olhada na Toca II. Imagina receber bons milhões por Sóbis, investir parte do valor em contratações e com o resto negociar dívidas? Ou quem sabe fazer um bom lucro com Bruno Silva? Mas infelizmente os árabes não olham para o lado de cá.

Para um bom restante de temporada é de suma importância que o Cruzeiro se movimente. Sem gastar muito, pois é um luxo que não dispomos e tendo recebido uma alcunha de mal pagador no mercado. Difícil né? Mas é aí que veremos a qualidade de nossa diretoria. E o tempo não para…

Logo mais o terceiro e último texto que trará um balanço geral da intertemporada celeste.

Leia também: Lucas Silva fica, Vitinho vai: a intertemporada do Cruzeiro – Parte I

Jornalista formado na UFOP participa de programa Os Donos da Bola, da Band Minas

Maic Costa nasceu em Ipatinga, mas se radicou na Região dos Inconfidentes mineiros. Formado em Jornalismo na UFOP, em 2019, passou por Estado de Minas, Superesportes, Esporte News Mundo, Food Service News e Mais Minas. Atualmente, é setorista do Cruzeiro na Trivela.