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terça-feira, 27 setembro 2022
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Vale terá que fazer intervenções em cinco barragens em Ouro Preto, uma em Mariana e outra em Itabirito

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, 18 das 31 barragens que estão em situação de emergência no estado, incluindo as que estão em Ouro Preto, Mariana e Itabirito, terão que passar por algum tipo de intervenção preventiva por conta das fortes chuvas das últimas semanas. Todas as estruturas são da Vale.

Quase metade dessas barragens estão na Região dos Inconfidentes. Cinco estão em Ouro PretoBarragem Grupo (Nível 2), Barragem Forquilha I (Nível 2), Barragem Forquilha II (Nível 2), Barragem Forquilha III (Nível 3), Barragem Área IX (Nível 1). Uma está em MarianaBarragem Xingu (Nível 2) — e outra está em ItabiritoBarragem Maravilhas II (Nível 1).

O Ministério Público e o Governo de Minas Gerais solicitaram no dia 11 de janeiro que as mineradoras Vale, ArcelorMittal e Minérios Nacional S/A informassem a situação das 31 barragens e os dados foram enviados pelas empresas no dia seguinte.

Assim, o Ministério Público e a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) fizeram análise e identificaram 18 barragens da Vale que apresentam ocorrências que devem ter intervenção a fim de evitar prejuízos no funcionamento.

Três barragens das 18 levantadas estão em nível 3 de emergência: Sul Superior, B3/B4, e Forquilha III (Ouro Preto). Porém, segundo o Ministério Público, elas não sofreram danos diretos, apenas foram enfrentadas dificuldades de acesso às estruturas pela empresa.

O Ministério Público solicita, portanto, que a Vale execute medidas para o tratamento dos processos erosivos nos entornos para a garantia da manutenção das barragens. A mineradora, então, será notificada através de ofício para que medidas de mitigação sejam adotadas.

A Vale terá 10 dias para apresentar:

  • O relatório técnico fotográfico, acompanhado de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), informando quais as medidas executadas ou o cronograma detalhado para mitigar e corrigir os processos erosivos instalados no entorno das estruturas;
  • Fazer a manutenção e limpeza dos sistemas de drenagem interna, superficial e do extravasor;
  • Reduzir a contribuição pluvial da bacia de drenagem para o reservatório da barragem e garantir a manutenção de rotina da estrutura, realizando inclusive o controle de vegetação.

As outras 13 barragens analisadas não apresentaram danos causados pelas chuvas.

Barragens da Vale que precisarão passar por algum tipo de intervenção:

  • Barragem Sul Inferior (Barão de Cocais) – Nível 1
  • Barragem Sul Superior (Barão de Cocais) – Nível 3
  • Barragem Marés II (Belo Vale) – Nível 1
  • Barragem Santana (Itabira) – Nível 1
  • Barragem Maravilhas II (Itabirito) – Nível 1
  • Barragem Xingu (Mariana) – Nível 2
  • Barragem Vargem Grande (Nova Lima) – Nível 1
  • Dique B (Nova Lima) – Nível 1
  • Barragem Capitão do Mato (Nova Lima) – Nível 2
  • Barragem B3/B4 (Nova Lima) – Nível 3
  • Barragem Peneirinha (Nova Lima) – Nível 1
  • Barragem Grupo (Ouro Preto) – Nível 2
  • Barragem Forquilha I (Ouro Preto) – Nível 2
  • Barragem Forquilha II (Ouro Preto) – Nível 2
  • Barragem Forquilha III (Ouro Preto) – Nível 3
  • Barragem Dicão Leste (Catas Altas) – Nível 1
  • Barragem Área IX (Ouro Preto) – Nível 1
  • Dique Paracatu (Catas Altas) – Nível 1

O que diz a Vale

Leia a nota da mineradora na íntegra:

“A Vale informa que avaliará o teor do documento assim que for notificada. A empresa ressalta, no entanto, que as estruturas em nível de emergência 3 – B3/B4 (Nova Lima), Forquilha III (Ouro Preto) e Sul Superior (Barão de Cocais) – já são normalmente acessadas apenas por equipamentos remotos e não apresentam alteração estrutural. As três barragens já tiveram suas respectivas contenções finalizadas e as comunidades da Zonas de Autossalvamento (ZAS) evacuadas desde 2019. As equipes técnicas fazem neste momento uma avaliação aprofundada para conduzir as melhorias necessárias nas estruturas, especialmente nos seus acessos, afetados pelas intensas chuvas em Minas Gerais dos últimos dias. Para garantir a segurança de suas barragens, a empresa monitora as suas principais estruturas 24h por dia, 7 dias por semana, em tempo real, por meio do Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG).”

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