No dia do seu aniversário, moradora de Mariana pede ajuda para tratamento de filho com autismo

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A marianense Daniela Avelar, de 40 anos, mãe do Daniel, um garoto autista, fez aniversário na última segunda-feira (02), e fez um pedido de mãe por meio de uma plataforma de financiamento coletivo. A mãe do Daniel pediu de presente de aniversário à colaboração de amigos e pessoas de Mariana (MG) e região para dar continuidade no Tratamento Especializado em Autismo do filho.

O valor que Daniela precisa arrecadar para que o tratamento do seu filho não seja interrompido é de R$ 18 mil, até a tarde desta terça-feira (03), R$ 815 foram doados à família. A campanha vai durar até o mês de dezembro, entretanto. o quanto antes Daniele conseguir o valor, melhor será para que Daniel comece a fazer as terapias necessárias.

Na campanha publicada no site Vaquinha, Daniela relata as dificuldades cotidianas que enfrenta, principalmente para tratar do filho em Mariana, pois não há profissionais especializados para realizar os procedimentos que Daniel precisa, as chamadas Terapias de Reabilitação do Autismo. Por isso, pessoas que tenham autista na família em Ouro Preto ou Mariana, assim como Daniela, precisam encontrar outras saídas para conseguirem realizar os tratamentos necessários.

Neste momento Daniel inicia o Tratamento Especializado no Modelo Denver de Intervenção Precoce (ESDM). O Denver é um método utilizado para o tratamento infantil, e indicado para crianças até 5 anos. Daniel irá completar no próximo domingo (08), 3 anos de idade. A urgência da mãe é grande.

Daniela faz o apelo: “O pedido é que todos aqueles que puderem contribuir façam, para que eu não tenha que interromper o tratamento do Daniel enquanto eu não consigo resolver essa situação na justiça. E para aqueles que não puderem ajudar financeiramente eu peço que compartilhem, divulguem pra que a gente consiga atingir a meta, porque esse valor é para tratamento até o final deste ano”.

A mãe de Daniel e também advogada se preocupa não apenas com o seu filho, mas da forma como os autistas estão sendo tratados na região. “Agora esse assunto me chamou a atenção, a gente tem que começar a falar sobre como que é ter um tratamento deses casos na nossa região, precisamos ter atas públicas efetivas voltadas para as questões do autismo, principalmente na área da saúde”, relatou a advogada.

A história completa de Daniela e Daniel estão no site da Vaquinha, para contribuir basta acessar o seguinte link: http://vaka.me/703659

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Postado em 3 de setembro de 2019

4 Responses

  1. Encher a rotina de uma criança com várias terapias é no mínimo muito stressante. Imagina você ter que sair da sua casa todo dia para fazer terapias? Sou contra o método Denver e contra esse sistema que faz os pais moverem mundos e fundos para uma resposta social e não uma resposta que a criança se sinta bem e acolhida. Fiquem ligados aos serviços que são ofertados todo dia às crianças autistas, pensem que a cura não existe e se acalmem. E o preço absurdo desse método nos faz pensar muito se realmente é uma indústria do dinheiro que tá rolando ou de fato uma preocupação com as crianças com TEA. Pensem com mais humanidade nessas crianças. Ela não são Autistas apenas, elas tem nome, gostam de coisas diferentes… São pessoas.

  2. Quem me conhece sabe que desde o primeiro ano de vida de Daniel venho lutando por um acompanhamento adequado para o meu filho, que desde cedo manifestou sinais que sinalizavam da necessidade de cuidados específicos, bem precocemente quando ele ainda não tinha feito 02 anos de idade e depois de passar por profissionais não especializados para o assunto (que até então eram os únicos acessíveis no Plano de Saúde dele) foi tomada a decisão de iniciar o seu acompanhamento no CAPSIJ de Mariana (também conhecido como Crescer).

    No CAPSIJ, ele encontra-se acompanhado por uma equipe multidisciplinar em abordagem psicossocial conforme estabelecido na Linha de Cuidados do SUS, sem dúvida esse atendimento especializado fez toda a diferença no acompanhamento de Daniel que recebeu a hipótese diagnóstica de Autismo Infantil (TEA), desde então ele deu um salto importante no desenvolvimento e vem recebendo atenção louvável da Equipe do Serviço, com destaque para a Terapeuta Ocupacional Priscila Ibrahim, responsável pelos primeiros olhares sustentados de Daniel e também propulsora da melhora na interação social e outros hábitos, que melhoraram a nossa qualidade de vida. Ele recebe ainda do CAPSIJ, subsidiado pelo SUS, intervenções no Grupo Multidisciplinar de Fala, acompanhamento da Psiquiatria Infantil, além de acompanhamento Familiar e Escolar.

    Ocorre que após a realização de exames clínicos que descartam outras possibilidades e inúmeras avaliações do comportamento a Neuropediatra de Daniel (que a saber só atende pacientes particulares) referendou as percepções dos profissionais do CAPSIJ e através de um Laudo reconheceu o Diagnóstico de Autismo encaminhando o mesmo para a ampliação das intervenções terapêuticas individuais com profissionais especialistas em TEA.

    Mas infelizmente em Mariana não temos na Rede Municipal tais terapias já que não possuímos nenhum serviço que trabalhe com as Terapias de Reabilitação do Autismo, portanto as famílias tem que providenciar este tipo de tratamento de outras formas.

  3. Olá, Henrique.

    No relato que ela fez no site da Vaquinha constam outras informações que não estão na matéria do Mais Minas.

    Lá ela explica essa situação questionada por você.

    Pelo que eu entendi da leitura que fiz lá, a criança faz acompanhamento no CAPSIJ de Mariana e esse acompanhamento foi fundamental para o progresso que ele já teve em seu desenvolvimento.

    Porém, a neuropediatra recomendou (através da emissão de um laudo), que a criança seja submetida a outras intervenções terapêuticas com profissionais especialistas em autismo infantil.

    E, em Mariana, a rede municipal não oferece essas terapias específicas que constam no laudo da neuropediatra.

    É para essas outras terapias que a mãe está pedindo ajuda.

    Sem essas terapias, a criança pode não se desenvolver ou ter todo o seu desenvolvimento comprometido.

  4. Só me parece haver um engano aí. Mariana tem sim um local onde o autista é acolhido. Por sinal um serviço público,onde inclusive o filho dessa pessoa mas faz um tratamento.

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