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Nostalgia: 15 aberturas de novelas inesquecíveis

Pode-se dizer que, assim como a capa de um livro define o enredo, a abertura de uma novela define a trama. Um bom exemplo disso é a abertura da novela “Cordel Encantado” (2011) da Globo que mostrou uma animação com xilogravuras em movimento, inspirada na Literatura de folhetos do Nordeste.

Em aproximadamente um minuto, as imagens resumem muito bem a história que se desenvolverá nas dezenas de capítulos: o nascimento de uma princesa, guerra entre reinos, uma viagem pelo oceano que culmina com a chegada ao sertão brasileiro, batalhas, o nascimento do amor.

Uma novela sem abertura, é uma novela sem alma, uma vez que ela tem a função de apresentar a história ao telespectador. A seguir, listamos quinze temas de aberturas de novelas inesquecíveis. Confira:

VILA MADALENA, de Walter Negrão (Globo)

A novela “Vila Madalena” foi ar às 19h entre 8 de novembro de 1999 a 5 de maio de 2000 com uma proposta inédita: abertura com uma música diferente a cada capítulo. As músicas eram as que compunham a trilha sua sonora nacional. No total, foram exibidos 14 clipes diferentes que se revezavam com nomes como Ana Carolina, Lenine, Maria Bethânia, Xuxa Meneghel e o Mr. Jam (lembra dele?), que cantava “Rebola na Boa”.

Assista uma das aberturas que é a música “Tô Saindo” de Ana Carolina:

SALSA E MERENGUE, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa (Globo)

É impossível que você tenha passado pelos anos 90 sem dançar a música-tema dessa novela. O folhetim foi exibido de 30 de setembro de 1996 a 3 de maio de 1997 e a sua abertura fez um enorme sucesso entre o público, onde apareciam bailarinos dançando uma mistura de reggae, samba e funk, embalados pela música “María”, de Ricky Martin. Na época da exibição da novela, Martin estava em alta em diversos países com essa música.

NEGÓCIO DA CHINA, de Miguel Falabella (Globo)

Uma característica das novelas escritas pelo Falabella é ter aberturas marcantes, como é o caso de “Negócio da China”, exibida entre 6 de outubro de 2008 a 13 de março de 2009. Primeira e única novela do autor no horário das 18h.

O tema musical de abertura era “Lig-Lig-Lig-Lé”, interpretado por Ney Matogrosso, uma regravação de Oswaldo Santiago e Paulo Barbosa. Relembre:

O BEIJO DO VAMPIRO, de Antônio Calmon (Globo)

Essa novela foi exibida entre o final do ano de 2002 e o começo de 2003 e é uma das tramas mais pedidas para ser reprisada no Vale a Pena Ver de Novo. Com uma temática vampiresca, “O Beijo do Vampiro” fez relativo sucesso na época.

A música “Blue Moon”, do grupo The Marcels, foi escolhida para a abertura do folhetim e não há quem não se lembre desse tema com os vampiros em forma de animação. Assista:

AS FILHAS DA MÃE, de Silvio de Abreu (Globo)

“Alô, alô, alô, alooooou…” assim começava a abertura da novela “As Filhas da Mãe” (2001-2002), cujo tema era “Alô, Alô, Brasil”, na voz de Eduardo Dussek, que era embalada pelos movimentos de bonecos marionetes que contam o enredo inicial da história. Assista:

UGA UGA, de Carlos Lombardi (Globo)

Assim como “O Beijo do Vampiro”, “Uga Uga” (2000-2001) é um das novelas que o público mais quer ver sendo reprisada no Vale a Pena Ver de Novo. A abertura da trama mostras histórias em quadrinhos e tinha a missão de atrair o público jovem. A música-tema era “Kotahitanga (Union)”, de Oceania. Assista:

VIRA-LATA, de Carlos Lombardi (Globo)

Outra novela do Lombardi que tem uma abertura marcante é “Vira-Lata” (1996). O título da novela é em referência aos cachorros da protagonista Helena, interpretada por Andréa Beltrão. A música-tema é “Cachorro Vira-Lata”, na voz de Baby do Brasil. A abertura mostra as aventuras de um jornal que é jogado na lata de lixo, se transforma em cachorro e ajuda a libertar uma menina que é sequestrada.

UM ANJO CAIU DO CÉU, de Antônio Calmon (Globo)

A música-tema de “Um Anjo Caiu do Céu” (2001) é “Ando Meio Desligado”, regravada pela banda Pato Fu. A abertura mostra claramente um resumo da trama: o anjo (Caio Blat) caindo do céu e resgatando um homem (Tarcísio Meira) vítima de um atentado. Em seguida, eles sobrevoam alguns personagens da história até que o homem é “jogado” de volta à Terra.

LOUCA PAIXÃO, de Yves Dumont (Record)

Produzida e exibida pela Record no ano de 1999, “Louca Paixão” é um remake de “2-5499 Ocupado”, escrita em 1963 por Dulce Santucci na TV Excelsior. Essa é uma das novelas mais bem sucedidas da Record, tendo sido produzida em conjunto com a JPO. A maravilhosa trilha sonora tinha clássicos da época como “Jeito Sexy (Shy Guy)”, do Fat Family; “Juliana”, do Bom Balanço; “Puro Êxtase”, do Barão Vermelho; e “Mania de Você”, da dupla Pepê e Neném”.

O tema de abertura da novela era a música “Louca Paixão”, do Maurício Mattar, que também era o protagonista da história ao lado da atriz Karina Barum. Aliás, Mattar vivia aqui o seu auge.

PROVA DE AMOR, de Tiago Santiago (Record)

Com Lavínia Vlasak, Marcelo Serrado, Bianca Rinaldi, Heitor Martinez, Patrícia França, Jorge Pontual, Leonardo Vieira e Vanessa Gerbelli no elenco, “Prova de Amor” (2005-2006) é uma das novelas inesquecíveis da Record, bem como sua abertura e a música “O Barquinho”, na voz de Karla Sabah. As imagens da abertura mostram um pouco do cotidiano na capital carioca.

CHIQUITITAS, de Cris Morena (SBT)

Quando falamos de novelas do SBT, é impossível não lembrar de “Chiquititas” quase que imediatamente. Exibida em cinco temporadas a partir de 1997, a novela foi produzida pelo canal argentino Telefé em parceria com o SBT. A abertura mais marcante é da primeira temporada, “Remexe (Rechufas)”.

AMOR E REVOLUÇÃO, de Tiago Santiago (SBT)

Depois de um período na Record, Tiago Santiago migrou para o SBT, onde escreveu duas novelas: “Uma Rosa com a Amor” e a injustiçada “Amor e Revolução”. Essa novela sofreu dezenas de críticas à época da exibição, grande parte por causa do tema que ela abordava: a ditadura militar do Brasil.

Claro, a novela não é uma produção hollywoodiana, têm suas falhas, mas dadas as circunstâncias do período em que ela foi exibida e levando-se em conta os recursos do SBT, “Amor e Revolução” foi uma verdadeira revolução na dramaturgia da emissora.

A abertura da novela provoca uma intensa sensação de angústia, pois mostra jornalistas, estudantes, políticos e artistas desaparecendo ao som da também angustiante canção “Roda Viva”, interpretada pela banda MPB-4. Esses desaparecimentos fazem alusão aos desaparecidos durante o regime militar no país. A novela e abertura foi uma das produções mais bem feitas pelo SBT até então.

DEUS NOS ACUDA, de Silvio de Abreu (Globo)

A abertura da novela “Deus Nos Acuda” (1992-1993) é um capítulo à parte na dramaturgia brasileira. Considerada uma grande inovação na época, ela foi criada por Hans Donner e mostra pessoas vestidas com trajes de gala dentro de um salão de festas que é invadido por lama até o pescoço. De acordo com o site Memória Globo, a lama era feita de papel, anilina e álcool. A música-tema é “Canta Brasil”, na voz de Gal Costa.

A INDOMADA, de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares (Globo)

Indomada é o mesmo que brava, incontrolada, insubmissa e isso se reflete perfeitamente na abertura de “A Indomada” (1997), uma das mais lembradas até hoje.

Ao som de “Maracatudo”, de Sérgio Mendes, a atriz Maria Fernanda Cândido corria com um vestido vermelho por uma terra árida e seu corpo se transformava em labaredas, água e pedra, para vencer barreiras metálicas e labirintos de ferro que surgiam em seu caminho.

DUAS CARAS, de Aguinaldo Silva (Globo)

“Eu acredito é na rapaziada, que segue em frente, e segura o rojão, eu ponho fé no pé da moçada, que não foge da fera, e enfrenta o leão, eu vou à luta com essa juventude, que não corre da raia, à troco de nada, eu vou no bloco, dessa mocidade, que não tá na saudade, e constrói a manhã desejada…”.

É com esses versos do grande Gonzaguinha (1945-1991) que a abertura de “Duas Caras” (2007-2008) vai mostrando uma gigantesca maquete construída com papel reciclado, latas de refrigerante, retalhos e pedaços de fios pelas mãos do artista plástico Sérgio Cezar.

Em pouco mais de um minuto, a abertura vai o crescimento de uma comunidade ao redor de dois luxuosos edifícios.

SALVE JORGE, de Glória Perez (Globo)

Inspirada por casos reais de mulheres traficadas, Glória Perez criou a saga de Morena, personagem de Nanda Costa, moradora do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, que é convencida a ir para a Turquia para trabalhar como modelo, mas, na verdade, ela terá que vender seu corpo em um bordel.

A abertura da novela mostra cenas São Jorge em cima de seu cavalo percorrendo as cidades do Rio de Janeiro e Istambul, além de mostrar os balões que sobrevoam a Capadócia. No final, surgem duas pipas que mostram desenhos que simulam a batalha de São Jorge contra o dragão. A música-tema é “Alma de Guerreiro”, de Seu Jorge, feita especialmente para a novela.

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