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quarta-feira, 7 dezembro 2022

Renova Excursão

Servidores da educação fazem manifestação pedindo piso salarial, em Ouro Preto

Os servidores da educação se reuniram nas portas da Superintendência Regional de Ensino de Ouro Preto, na Rua Direita, para protestar contra a política salarial do Governo de Minas Gerais. A manifestação aconteceu na manhã de segunda-feira, 14 de março.

Os servidores reivindicaram uma recomposição salarial de 33%, enquanto o Governo de Minas Gerais propõe o reajuste de apenas 10,06%, desconsiderando as perdas anteriores. Atualmente, o salário-base do professor no estado é de R$ 2.134, enquanto o piso salarial aprovado é de R$ 3.835.

De acordo com os servidores, o Piso Nacional aprovado é garantido tanto pela legislação federal quanto pela lei estadual, porém o governador Romeu Zema (Novo) não o cumpriu. Além disso, caso a proposta de renegociação fiscal encaminhada à Assembleia Legislativa seja aprovada, serão mais nove anos sem reajuste.

O vereador Matheus Pacheco (PV), que também é professor, compareceu ao ato na porta da SRE Ouro Preto e se manifestou contrário às políticas públicas do Governo do Estado. Ele gravou algumas imagens da manifestação e as publicou em seu perfil no Instagram. No vídeo, é possível ver um homem fazendo um discurso contra a precarização do ensino público por parte de Romeu Zema.

“Se é grave, é greve. Estão as trabalhadoras e trabalhadores da educação lutando por uma qualidade na educação. Nós do serviço público, atendemos em torno de 80% dos jovens e crianças do Brasil inteiro. Só que aqui em Minas Gerais está precário, o governador Zema não cumpre com a lei, tratando serviço público como empresa e não é. Não tem fins lucrativos, estamos aqui para oferecer uma educação de qualidade para a população, porém estamos vendo a classe trabalhadora sem receber nem um salário mínimo, que já é uma miséria no Brasil. A gasolina aumentou 18% ontem, diesel 25%, vai chegar uma hora que não vamos conseguir sair de casa, nem para trabalhar. O Governo de Minas não paga transporte para os trabalhadores, não tem auxílio-alimentação, não cumpre a lei do piso. Vai chegar um momento que vamos estar na miséria. O Zema está precarizando o serviço público para passar tudo para iniciativa privada, esse é o plano de governo dele, estado mínimo.”

Veja os vídeos gravados por Matheus Pacheco:

Na semana passada, Zema anunciou que o aumento de 10,06% seria retroativo a partir de janeiro deste ano para trabalhadores da educação, segurança e saúde, porém, a medida não convenceu os servidores. Em todo o estado, as três categorias do funcionalismo público mineiro realizam paralisações para pressionar o governador. Na quarta-feira, 16 de março, o SindUTE BH deverá realizar nova Assembleia em Belo Horizonte.

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