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A pior campanha em Campeonatos Mineiros e o alerta para o Brasileirão do Atlético

A nova diretoria do Atlético assumiu o time no início da temporada com o discurso de que em 2018 a prioridade seria montar um elenco barato, porém competitivo, para assim equilibrar as contas do Clube. Porém, até agora, o que se pode ver foi, de fato, um elenco mais barato, se comparado ao do ano passado, mas no entanto, pouco competitivo.

Como dito pelo presidente, Sérgio Sette Câmara, até o momento, em comparação a 2018, o Atlético conseguiu reduzir os gastos da folha salarial em torno de 18%. Partindo pelo ponto de vista de estabilidade e equilíbrio de contas, o presidente se demonstra sensato e com um olhar bem empresarial, indo na contra mão do que apostou, por exemplo, o ex-presidente mais vitorioso da história do time, Alexandre Kalil, que conseguiu conquistar,  entre outros títulos, a Libertadores e a Copa do Brasil com o Galo. Porém, Kalil contava com um elenco recheado de grandes nomes, como os de Diego Tardelli e o do craque Ronaldinho Gaúcho, que marcou história do Clube.

A aposta de um time mais modesto, com jogadores menos badalados e com menores salários pode sim dar certo, especialmente para o Campeonato Mineiro, porém para o Brasileiro, sendo bem sincero, acredito que não. No Campeonato Brasileiro, com todo respeito ao Mineiro, os times são muito mais qualificados, afinal, os clubes recebem valores muito maiores que os times do interior de Minas, por exemplo, e, conseqüentemente, temos times muito mais fortes técnica e fisicamente no Brasileirão.

“O Mineiro serve como teste? Claro que sim!” Teste esse que está demonstrando o quanto o atual elenco pode sofrer no Brasileirão. Para isso, basta avaliar o jogo contra o Cruzeiro, um de seus adversários diretos no campeonato nacional. Partida esta que o Atlético teve 41 minutos com um jogador a mais em campo para tentar empatar o confronto e, mesmo assim, não conseguiu balançar as redes do seu arqui-rival. E com a derrota no clássico, o Atlético, naquele momento, caiu para a quarta posição, com 12 pontos conquistados, apenas dois à frente do que era até então o nono colocado, Villa Nova, primeira equipe fora da zona de classificação para a próxima fase.

Ao fim do clássico, essa já era a pior campanha do Galo em todas as edições do Campeonato Mineiro em seu formato atual. Logo após a partida, o time registrava apenas três vitórias em nove jogos e a soma 12 pontos. Para se ter uma ideia, o líder Cruzeiro já estava com 25 pontos, treze a mais que o Atlético, naquele momento. Com todos esses detalhes, fato é que esse elenco não é bom o suficiente para o Campeonato Brasileiro e, não se reforçando, certamente vai passar por muitas dificuldades no ano.

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