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Em 2026, o Cruzeiro realizou a maior compra de sua história. A Raposa acertou junto ao Zenit, da Rússia, a contratação do meia Gerson, em uma movimentação que girou em torno de € 27 milhões (cerca de R$ 169 milhões). Até então, essa era a maior contratação da história do futebol brasileiro, marca que só foi ultrapassada posteriormente pela transferência de Lucas Paquetá ao Flamengo.

A contratação

Gerson chega à Raposa chancelado por um currículo de peso e atuações memoráveis. Em 2019, foi um dos pilares das conquistas do Campeonato Brasileiro e da Libertadores, desempenho que lhe rendeu um lugar na seleção da Bola de Prata. Sua versatilidade tornou-se marca registrada sob o comando de Jorge Jesus, quando recebeu o apelido de ‘Coringa’. A alcunha reflete uma inteligência tática refinada e a rara capacidade de atuar em diferentes setores do campo com o mesmo nível de excelência, características que, agora, ele coloca à disposição de Tite no Cruzeiro. Com a capacidade de atuar como segundo volante ou meia avançado, ele pode facilmente elevar o patamar competitivo da Raposa.

A necessidade de vender

Essa nova era de investimentos pesados traz consigo uma necessidade inevitável: a liquidez. Para viabilizar os R$ 169 milhões investidos no ‘Coringa’, a Raposa precisa ser cirúrgica na venda de seus ativos da base. Nomes que mal completaram o ciclo profissional já entram na vitrine internacional sob forte pressão por caixa. O movimento desenha a nova estratégia celeste: transformar o CT e a Toca da Raposa em uma fábrica de receitas capaz de subsidiar o elenco estelar de Tite, consolidando um ciclo onde a base sustenta o topo da pirâmide.

O Cruzeiro encaminha a saída de uma de suas maiores promessas recentes: o meia Cauan Baptistella. Destaque absoluto na campanha do título da Copinha, o jovem de 18 anos foi negociado com o Metalist, da Ucrânia, por 5 milhões de euros (aproximadamente R$ 31 milhões).

Muito barato?

Apesar de a operação ajudar a equilibrar as contas, os valores não foram bem recebidos pela torcida celeste. Nas redes sociais, o sentimento predominante é de que 5 milhões de euros (R$ 31 milhões) é um preço baixo por um dos protagonistas do título da Copinha. Para muitos cruzeirenses, a venda de Cauan Baptistella soa como uma ‘liquidação’ precoce de um talento que poderia render mais, tanto tecnicamente quanto financeiramente, caso fosse melhor aproveitado no profissional.

Luís Fabiano

Graduando em Jornalismo pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), apaixonado por futebol, e de olho na política