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Procura por Práticas Integrativas Complementares no SUS cresce 46%

Dados apresentados pelo Ministério da Saúde em março de 2019 demonstram que as chamadas práticas integrativas no Sistema Único de Saúde (SUS), utilizadas como complemento em tratamentos em saúde, apresentaram aumento de 46% entre 2017 e 2018.

Tais práticas – como yoga, tai chi chuan, acupuntura, reiki, musicoterapia, entre outras – são adotadas como suplementares aos tratamentos tradicionais.

Práticas integrativas na qualidade de vida dos pacientes

A partir da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, o Ministério da Saúde passou a ofertar 29 práticas, que podem ser realizadas individualmente ou coletivamente. Ainda segundo dados do Ministério, o número de procedimentos registrados no SUS e relacionados às práticas integrativas mais que dobrou entre 2017 e 2018, passando passando de 157 mil para 355 mil. O aumento registrado no período foi de 126%.

A quantidade de participantes das atividades complementares também apresentou considerável crescimento. Em 2017, era 4,9 milhões de pessoas; em 2018 esse número subiu para 6,67 milhões.

14 novas práticas integram o rol de atividades

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares começou a ser implementada em 2006, com a inserção de cinco práticas: homeopatia, medicina tradicional chinesa/acupuntura, termalismo, fitoterapia e medicina antroposófica. Atualmente, o rol de atividades conta com um total de 29 práticas, sendo que 14 delas são mais recentes. Entre as novidades estão o reiki, a shantala, a quiropraxia, a yoga e a biodança.

Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as Práticas Integrativas e Complementares (PICS) seguem a indicação dos documentos da OMS, que orientam aos países a adoção de tais práticas em seus sistemas de saúde. No Brasil, grande parte dos conselhos profissionais de saúde não apenas reconhecem como também orientam o uso ético de tais atividades pelos seus profissionais. Enfermagem, odontologia, fisioterapia (incluindo a fisioterapia domiciliar), farmácia, entre outros ramos da saúde, adotam tais práticas.

A indicação dos tratamento complementares dentro do SUS ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no atendimento especializado.

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