inas Gerais registrou 30.293 mortes em 2025 associadas a doenças diretamente ligadas à hipertensão arterial, segundo dados mais recentes do sistema de mortalidade do Ministério da Saúde. Os óbitos envolvem principalmente infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.
Do total, foram 12.278 mortes por infarto, 9.695 por AVC e 8.320 por insuficiência cardíaca, indicando o impacto da pressão alta na saúde da população mineira.
Os números são divulgados no contexto do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril, e refletem um cenário que se mantém ao longo dos últimos anos.
Doença silenciosa amplia riscos
A hipertensão arterial é considerada uma condição de evolução silenciosa, já que, na maioria dos casos, não apresenta sintomas. Isso contribui para o diagnóstico tardio e para o aumento de complicações graves.
Segundo o médico intensivista Fábio Basílio, a doença pode provocar danos progressivos antes mesmo de qualquer sinal perceptível. “Muitos pacientes só descobrem a hipertensão após um evento mais grave”, afirma.
O especialista destaca que a condição é um fator de risco modificável, ou seja, pode ser controlada quando identificada precocemente e acompanhada de forma adequada.
Pressão elevada já representa risco
As diretrizes mais recentes indicam que níveis de pressão arterial acima de 120 por 80 mmHg já estão associados ao aumento do risco cardiovascular.
A aferição regular e o acompanhamento médico são considerados fundamentais, mesmo em pessoas sem sintomas, especialmente em grupos com fatores de risco como idade avançada, diabetes, sedentarismo e histórico familiar.
AVC e infarto lideram causas de morte
Entre as principais consequências da hipertensão estão o AVC e o infarto, que seguem como causas relevantes de morte no estado.
No caso do AVC, fatores como envelhecimento, diabetes, tabagismo e colesterol elevado aumentam o risco. Os sinais incluem dificuldade na fala, fraqueza em um lado do corpo, alterações na visão e perda de equilíbrio.
Já o infarto costuma se manifestar com dor no peito, que pode irradiar para braço, mandíbula ou costas, além de falta de ar, náuseas e suor frio. Em alguns casos, os sintomas podem ser confundidos com problemas digestivos, o que atrasa o atendimento.
Falhas no atendimento agravam o cenário
Apesar de serem condições tratáveis, infarto e AVC ainda enfrentam falhas no atendimento em diferentes etapas. Entre os principais problemas estão o atraso no diagnóstico, a demora na realização de exames e a perda do tempo ideal para intervenção.
Também são apontadas dificuldades no acompanhamento após a alta hospitalar, o que aumenta o risco de novos episódios.
Especialistas destacam que a resposta rápida é determinante. “Cada minuto perdido pode comprometer funções essenciais e reduzir as chances de recuperação”, afirma o médico.
Organização do sistema pode reduzir mortes
A adoção de protocolos estruturados e padrões de qualidade no atendimento é apontada como um dos caminhos para reduzir o número de mortes.
Modelos de organização baseados em protocolos permitem identificar pacientes de risco com mais rapidez e padronizar o atendimento, reduzindo erros e melhorando os resultados clínicos.
A combinação entre diagnóstico precoce, acompanhamento contínuo e resposta rápida em situações de emergência é considerada essencial para reduzir o impacto da hipertensão no estado.







