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Prefeitura de Catas Altas cobra da Vale posição sobre o futuro dos moradores que trabalham na empresa

Preocupada com o cenário de incerteza e insegurança envolvendo o setor de mineração na região, a administração de Catas Altas se reuniu na última quarta-feira (17) com representante da Vale para discutir o futuro dos munícipes que trabalham na companhia.

Após a paralisação das atividades da mina de Alegria, no complexo de Mariana, José Alves Parreira e Fernando Rodrigues Guimarães, prefeito e vice-prefeito de Catas Altas, respectivamente, juntamente com a vereadora Vanda Lúcia Gomes, se reuniram o analista de relações com a comunidade da Vale, Wagner Fernandes.

“Liguei para o Wagner na segunda-feira (15) marcando este encontro, pois estamos muito apreensivos com a situação dos 236 munícipes de Catas Altas que trabalham na Vale”, explica Fernando Guimarães.

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O objetivo principal do encontro foi cobrar da empresa esclarecimentos sobre os remanejamentos no quadro de funcionários que vem acontecendo com a paralisação de algumas minas.

“Queremos que a empresa dê preferência para que os moradores de Catas Altas permaneçam na mina de Fazendão, que fica dentro do município. Sabemos que talvez não consigam absorver toda essa mão de obra, mas que se tiver que ficar alguém em Fazendão, que seja de Catas Altas”, justifica Parreira.

O encontro resultou em um pedido formal que será enviado à gerência do complexo Mariana.

“Essa preocupação é legítima. Vou levar esta solicitação à gerente interina do complexo. Nesse primeiro momento, posso adiantar que a manutenção do emprego é a principal preocupação da empresa”, explica Wagner Fernandes.

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Além disso, foi exposto ao representante da Vale a apreensão com o desequilíbrio econômico-financeiro com a possível transferência dos empregados do município para minas em outras cidades, impactando, principalmente, o comércio local.

“Com todas essas situações e essas frentes que estamos enfrentando, nosso esforço é de não haver desligamentos. Não estamos trabalhando com planos de demissão e de lay-off”, completa Wagner Fernandes.

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