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Quem quer ser Presidente?

Muitas análises comparam a eleição de 2018 com o pleito de 1989. A eleição de 1989 foi a primeira eleição direta, ou seja, aquela em que o povo vota, após o fim dos 24 anos de Ditadura Militar no Brasil. Ao todo 22 pessoas concorreram ao cargo de Presidente da República no primeiro turno. Até o apresentador Silvio Santos saiu candidato à presidência, mas sua candidatura foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral. A eleição foi definida no segundo turno com a vitória de Fernando Collor que venceu Lula com 53,03% votos, contra 46,97% do petista.

A partir das próximas semanas o cenário das eleições de 2018 deve ficar mais definido. O motivo é que a partir do dia 20 de julho os partidos políticos realizam as convenções partidárias. São nesses encontros que as candidaturas são oficializadas e as alianças com outras siglas são firmadas. Depois de realizadas as convenções, os partidos têm até o dia 15 de agosto para registrar as candidaturas para a disputa eleitoral. E no dia 16 de agosto começa oficialmente a campanha

Lula que protagonizou a disputa presidencial há 29 anos é umas das indefinições da eleição de 2018, devido ao imbróglio jurídico que resultou na sua prisão em Curitiba. O deputado federal Jair Bolsonaro, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, deve ter sua candidatura confirmada pelo seu partido, mas passa por dificuldades para costurar acordos políticos, o que pode resultar em pouco tempo de rádio e TV durante a campanha. Plataformas essenciais na disputa eleitoral do Brasil. Da mesma forma Marina Silva e Ciro Gomes são nomes confirmados em seus respectivos partidos, ambos andam costurando acordos com outros partidos. O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmim, já consolidou sua candidatura dentro do PSDB e confirmou alianças alguns dos partidos de centro. Há no campo da esquerda uma expectativa em relação a eleição. Há quem defenda um movimento unificado da esquerda para vender a eleição, mas essa situação ainda não se definiu. Por enquanto, o PC do B confirma a deputada estadual Manuela D’avila, que já defendeu uma união entre as esquerdas, e o PSOL lança Guilherme Boulos, o coordenador nacional do MST. Há ainda o empresário João Amoêdo e o senador Álvaro Dias.

Talvez não tenhamos um número tão alto de candidatos à presidência como em 1989, mas devido aos acontecimentos dos últimos anos, com certeza, será uma eleição muito disputada. Em 89 venceu Collor que sofreu um processo de impeachment dois anos depois. Em 2018 o futuro é incerto.

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