O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 178.707.610,09 no registro de candidatura apresentado na quinta-feira (6). O montante representa um crescimento de R$ 48,9 milhões em comparação com os R$ 129.795.313,70 informados por ele nas eleições de 2022, quando disputou a reeleição ao Governo de Minas Gerais.

Esta é a primeira vez que Zema participa de uma disputa presidencial. Antes, o político concorreu apenas ao comando do Executivo mineiro, sendo eleito governador em 2018 e reeleito em 2022. Em março deste ano, deixou o cargo para se dedicar à campanha ao Palácio do Planalto.
De acordo com a declaração apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a maior parte dos bens está concentrada em uma holding familiar, avaliada em cerca de R$ 94 milhões. O documento também registra aproximadamente R$ 56,2 milhões aplicados em um fundo de investimentos e R$ 16,8 milhões referentes à participação em uma instituição financeira.
Os dados informados ao TSE também mostram a evolução patrimonial do candidato ao longo das últimas eleições. Em 2018, quando disputou o governo de Minas pela primeira vez, Zema declarou possuir R$ 69.752.863,96 em bens. Comparado ao patrimônio informado na candidatura presidencial deste ano, o crescimento acumulado é de aproximadamente R$ 108,9 milhões.
Na eleição de 2022, o principal bem declarado por Zema era sua participação de 27,14% na empresa Ricardo Zema Participações, avaliada, à época, em R$ 72,3 milhões.
A chapa presidencial do Novo é composta por Romeu Zema como candidato à Presidência e pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) como candidato a vice-presidente. Na documentação entregue à Justiça Eleitoral, Girão declarou patrimônio de R$ 34,1 milhões, incluindo um depósito bancário no exterior equivalente a US$ 1,8 milhão, informado em cerca de R$ 10 milhões.











