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Skatistas comandam o lado radical da Virada Cultural de BH

Quem pensou que Virada Cultural era apenas música se enganou, pois trata-se também de esporte. Na noite de sábado (20), o Bloco da Bicicletinha invadiu as ruas do centro de Belo Horizonte, e neste domingo os mineiros realizaram muitas manobras radicais sob as quatro rodas do skate.

Skate: praticantes fazem manobras radicais na Virada Cultural de BH
Skatista realiza manobra de salto – Crédito da foto: Maic Costa/Mais Minas

No Viaduto Santa Tereza foi montada uma estrutura para receber os skatistas. A União dos Skatistas de Minas Gerais colaborou com o evento dando aulas de skate para crianças. Janaína Renata de Almeida de Morais foi uma das professoras. Ela acredita que a intervenção esportiva dentro de um evento cultural agrega valores únicos para a sociedade: “o skate já virou um esporte olímpico”, afirma Janaína. 

Janaína está no esporte há 20 anos, ela é uma precursora do skate feminino no país, e tem o título de  “Atual Campeã Brasileira Master” (para maiores de 30 anos), ou seja, ela abriu o caminho para que outras meninas pudessem explorar o esporte até então praticado em sua maioria por homens. “O skate feminino só tende a crescer, tem várias meninas representando muito bem o Brasil”, diz Janaína sobre a crescente feminina dentro do esporte. 

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Skate: praticantes fazem manobras radicais na Virada Cultural de BH
Janaína realiza manobra – Crédito da foto: Maic Costa/Mais Minas

A equipe do portal Mais Minas entrevistou também o Paulo Henrique Correia dos Santos, que nos informou que o Viaduto Santa Tereza é considerado pelos skatistas um dos picos da cidade, um dos lugares mais clássicos para a prática do esporte, em Belo Horizonte. “É interessante que o skate esteja dentro da Virada para mostrar pra galera como que funciona o esporte, porque ele ainda é muito marginalizado”, explica o skatista Paulo. 

Skate em BH

Durante o evento, além de aulas, skates foram disponibilizados para quem quisesse andar. O espaço também ficou livre para os skatistas que quiseram chegar dar o seu show. 

Lucas Teixeira, outro skatista, chegou cedo no espaço dedicado ao esporte. Segundo ele, as ruas da cidade estão cheias de buracos, o que impossibilita a prática do esporte. “Cheguei às 7 horas da manhã para fazer manobras e aproveitar bastante. Skate é vida!”, finalizou Lucas.

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O skate é uma das grandes paixões de Lucas – Crédito da foto: Maic Costa/Mais Minas

*Reportagem de Maic Costa e Rômulo Giacomin

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