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Trabalhar em pé ou sentado: arquiteta oferece soluções saudáveis

Arquiteta especialista em neuroarquitetura e qualidade corporativa apresenta sugestões, como tapete antifadiga, para criar ambientes que ofereçam bem-estar aos colaboradores

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O corpo do ser humano foi feito para estar em movimento. Desde os nossos antepassados e a partir do desenvolvimento humano, o formato do nosso corpo foi feito para estar em movimento. Exercer uma atividade laboral em que o colaborador permanece muito tempo numa mesma posição pode ser extremamente prejudicial à saúde. Por isso, ambientes corporativos que permitem uma certa movimentação já são quase obrigatórios nos projetos solicitados pelas empresas para os arquitetos. É o que afirma a arquiteta especialista em no conceito de neuroarquitetura e qualidade corporativa, Priscilla Bencke (www.qualidadecorporativa.com.br). Para a profissional, devemos ter claro que quanto mais em movimento a pessoa estiver, mais saudável ela será.

Novas tecnologias podem comprometer a saúde

Com o avanço da tecnologia, as atividades deixaram os colaboradores mais tempo sentados ou em pé. Esse é o primeiro aspecto. O que a arquitetura pode sugerir para ambos os casos é que os ambientes de trabalho estimulem as pessoas a se movimentarem ao longo do dia. “Elas devem assumir e estarem em diferentes posições durante o período de atividade profissional”, destaca a arquiteta.

Priscilla Bencke, que é especialista no conceito de neuroarquitetura e qualidade corporativa, é importante que as pessoas fiquem hora em pé e hora sentadas, seja apoiada em uma banqueta ou semi de pé (nem sentada e nem totalmente em pé). “Oferecer ambientes que tenham múltiplas áreas com diferentes possibilidades dos colaboradores estarem acomodados é uma primeira opção”, observa a arquiteta.

A escolha da cadeira certa

Um dos maiores problemas enfrentados, por exemplo, para quem trabalha muito tempo sentado é a sobrecarga que a postura recebe. “O que a gente fala para aquelas pessoas que ficam muito tempo sentadas é que devem ter muito cuidado, principalmente em relação à postura ao sentar-se”, questiona Priscilla. Portanto, é muito difícil a pessoa estar sentar-se adequadamente se a cadeira não oferece esses ajustes necessários.

Para auxiliar na escolha da melhor cadeira, Priscilla Bencke apresenta os três pontos principais que toda cadeira deveria oferecer para uma postura ideal do usuário:

1 – Elevação de altura do assento. Que possa atender pessoas que têm estaturas e proporções de corpo diferentes. Regular a altura é fundamental para diferentes típicos físicos;

2 – Apoio de braços: para quem trabalha principalmente no computador ou com atividade em cima de uma mesa, precisa estar com o braço apoiado na cadeira e não na mesa. Esse apoio também precisa ser regulável para atender os diferentes perfis físicos das pessoas;

3 – Apoio lombar: isso também é fundamental e primordial, ou seja, as cadeiras precisam oferecer o apoio lombar, porque quando sentamos na cadeira, devemos  estar bem para trás e sentir que a lombar está apoiada.

Escolhida a cadeira, ela precisa ser ajustada em relação à mesa. Por exemplo, na hora em que vai ajustar (apoiar os braços no apoio de braços) os braços devem estar com os cotovelos dobrados em aproximadamente 90 graus. “Varia de pessoa para pessoa, mas essa recomendação é aproximada, já que nem tudo é muito certinho, nem todos conseguem medir esses 90 graus e nem todos têm a mesma estatura ou tamanho de corpo”, ressalta a especialista em neuroarquitetura.

Apoio de braços

Priscilla Bencke recomenda que o apoio de braços deve estar na altura da mesa. Hoje em dia, de acordo com a arquiteta, as mesas são muito altas e fica muito difícil o apoio de braço da cadeira acompanhar a altura delas. Mas é importante frisar que ao descansar os braços no apoio, ele deve ficar numa posição de 90 graus. Para obter essa altura, muitas pessoas usam o apoio de pé. Ela lembra ainda que os joelhos também devem estar dobrados em 90 graus. “São dimensões aproximadas. Se a mesa é muito alta, a gente sobe a cadeira e usa o apoio de pés para ajustar”, complementa.

Colaboradores devem se movimentar a cada 60 minutos

Feito isso, outra dica importante é que as pessoas se mexam de vez em quando, pois não é saudável permanecer o tempo todo numa mesma posição, o corpo deve se movimentar. “Estipule pausas. A cada uma hora faça um intervalo rápido de cinco minutos para pegar um copo de água, levantar-se para fazer uma ligação, andar pelo corredor, para não comprometer a produtividade”, recomenda Priscilla.

Incluir ginástica laboral é uma prática muito sugerida para que os colaboradores façam alongamentos e melhorem a postura, não ficando sempre na mesma posição. Consequentemente, contribui para a inserção e condicionamento físico mais saudável.

Checklist para oferecer qualidade de vida aos colaboradores:

1 – cuidados ao escolher a cadeira;

2 – cuidados no alinhamento e posicionamento da cadeira com a mesa;

3 – adotar hábitos para não ficar o dia inteiro sentado, fazendo pausas a cada 60 minutos.

Dicas para quem trabalha em pé

Para quem trabalha em pé, vale a mesma regra já que ficar na mesma postura não é saudável. Se você está em movimento e consegue fazer pausas, estando em outras posições, é sempre melhor.

Para os profissionais que atuam muitas horas em uma mesma posição em pé, as recomendações da arquiteta são:

1) Importante que a pessoa esteja com o peso distribuído, quanto mais conseguir distribuir o peso do corpo melhor. Evite também sobrecarregar uma perna, por exemplo.

2) Hoje em dia já existem equipamentos que auxiliam, como o tapete antifadiga, que diminui o impacto do calçado com o piso, além de banquetas que servem apenas como apoio para a pessoa que fica muito tempo em pé. Para essa situação, a ginástica laboral também ajuda a posição estática com algumas pausas para alongamento.

Alguns estudos mostram o quanto uma rotina e um estilo de vida saudável influenciam na nossa postura. Fazer exercícios físicos ajuda a desenvolver a musculatura para proteger mais a coluna, que é uma das principais regiões afetadas com uma má postura.

Também existem normas que devem ser cumpridas, explica Priscilla Bencke (www.qualidadecorporativa.com.br), como a NR 17. Esta norma é determinada pelo Ministério do Trabalho para questões de ergonomia, tanto para quem trabalha em pé ou sentado. A norma está diretamente relacionada com a saúde e segurança dos colaboradores e precisa ser seguida pelas empresas. Além disso, serve como referência para orientar profissionais especializados na hora de criar uma solução ideal de ambiente corporativo saudável.

Mais sobre Priscilla Bencke

Especialista em projetos para Ambientes de Trabalho, consultora internacional de Qualidade em Escritórios, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS e pós-graduada em Arquitetura de Interiores pela UniRitter Laureate International Universities. É responsável pela Bencke Arquitetura e atua nas áreas de consultoria, projeto e execução, para empresas que buscam a produtividade através do bem estar e qualidade de vida aos colaboradores. Fundadora do conceito QUALIDADE CORPORATIVA: Smart Workplaces. É a organizadora da agenda de eventos em São Paulo e Porto Alegre sobre a arquitetura e neurociência.

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