Um Contratempo: suspense espanhol da Netflix que vale a pena ver

por Rodolpho Bohrer

O filme espanhol “Um Contratempo” (2016), dirigido por Oriol Paulo, é um tour de force emocionante que provou ser um sucesso estrondoso na Netflix. Mergulhando fundo no gênero do thriller de mistério, “Um Contratempo” não só se destaca com seu enredo envolvente e complexo, mas também supera expectativas, estabelecendo-se como uma obra-prima contemporânea. Para aqueles que amam filmes de suspense como “Garota Exemplar” e “O Segredo dos Seus Olhos”, “Um Contratempo” promete ser um deleite inesquecível.

Um Contratempo: suspense espanhol da Netflix que vale a pena ver
Cena de “Um Contratempo” - Foto: Divulgação – Film Factory Entertainment.

Enredo fascinante e performances estelares: os pontos altos de “Um Contratempo”

O filme começa com o protagonista, Adrián Doria (Mario Casas), acordando em um quarto de hotel trancado por dentro, ao lado do corpo de sua amante. Acusado de assassinato, ele contrata a renomada advogada de defesa, Virginia Goodman (Ana Wagener), para ajudá-lo a desvendar a verdade. A história se desenrola através de uma série de flashbacks que são tão inteligentemente entrelaçados que mantêm os espectadores na ponta de seus assentos, semelhante ao que vemos em clássicos como “O Sexto Sentido” e “Os Suspeitos”.

A influência de Oriol Paulo: um realizador destemido

O trabalho de Oriol Paulo, que antes brilhou em “O Corpo”, se mostra ainda mais meticuloso e inteligente em “Um Contratempo”. Seu estilo de narrativa é comparável ao de mestres do suspense como Alfred Hitchcock e David Fincher, como citado por Sheila Roberts no Collider. Através de seu olhar aguçado para detalhes e sua capacidade de construir tensão palpável, Paulo tece uma tapeçaria intricada que deixa os espectadores em um estado de constante ansiedade e incerteza.

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A comparação: “Um Contratempo” versus outros thrillers de mistério

“Um Contratempo” tem um suspense que lembra os thrillers de mistério de Hollywood, mas carrega uma abordagem europeia distinta em sua narrativa, aludindo aos trabalhos do diretor francês François Ozon em “8 Mulheres”. No entanto, o enredo complexo e as reviravoltas inesperadas fazem lembrar os melhores momentos de “Seven: Os Sete Crimes Capitais” e “A Origem”, assim como sugerido por Kenneth Turan, do Los Angeles Times. No entanto, a atuação focada e o tom deliberadamente sombrio distinguem “Um Contratempo” como um thriller único e envolvente.

Conclusão: por que assistir a “Um Contratempo”?

Em suma, “Um Contratempo” é uma obra-prima que deve ser apreciada por todos os fãs de thrillers de mistério. Oriol Paulo criou uma joia que brilha por si só no vasto mar do cinema. O filme é uma prova da vitalidade do cinema espanhol e a Netflix fez um ótimo trabalho em trazê-lo para o público

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