A Catedral de Mariana retomou, na última semana, os concertos regulares com o órgão histórico Arp Schnitger. O instrumento, um dos mais raros do mundo, foi construído pelo alemão Arp Schnitger e enviado ao Brasil em 1748 por Dom João V, com a criação do Bispado de Mariana.
Após um cuidadoso processo de restauração, realizado com o apoio da Prefeitura de Mariana, o órgão voltou a soar no último mês de dezembro, retomando seu lugar de destaque na vida cultural da cidade.
Os concertos regulares serão realizados nos segundos e quartos sábados de cada mês, sempre às 17h, com venda de ingressos na bilheteria da Catedral, no valor de R$ 80, com meia-entrada para idosos, professores e estudantes.
As apresentações contam com um repertório de composições para órgão, como as de J.S. Bach, interpretadas por Josinéia Godinho, organista e regente da Catedral de Mariana.
Em mais de 250 anos de presença na cidade, o Arp Schnitger desponta como exemplo de convivência frutífera entre a rica tradição musical da primeira diocese de Minas Gerais e o auge da técnica de construção de órgãos no norte da Alemanha no século XVIII.
O órgão histórico da Sé de Mariana é o único, entre os cerca de trinta instrumentos restantes da oficina de Arp Schnitger, que se encontra fora da Europa e, por estar há mais de dois séculos distante de guerras e desastres naturais, é também o que preserva o maior número de peças originais do período de sua construção.
Além dos concertos pagos, o instrumento também pode ser apreciado em algumas celebrações religiosas da Catedral, como na Semana Santa e em outras datas solenes.
As próximas apresentações acontecem nos dias 25 de abril; 9 e 23 de maio; 13 e 27 de junho; e 11 e 25 de julho, sempre aos sábados, às 17h, na Catedral de Mariana.
Por Pedro Henrique Hudson







