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Lima Barreto, o primeiro escritor a colocar o racismo como tema da literatura nacional

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No Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881, nascia Afonso Henriques de Lima Barreto, mais conhecido como Lima Barreto, negro, filho de pais pobres, ficou órfão da mãe aos seis anos, precisou abandonar os estudos para ajudar no sustento a família, pois seu pai havia sido internado, vítima da loucura. Para aumentar a renda e cuidar de seus irmãos, ele também escrevia textos para jornais cariocas.

Seus pais eram filhos de escravos. No entanto, o pai de Lima Barreto era um monarquista e muito amigo do Visconde de Ouro Preto (nascido na cidade de Ouro Preto), que acabou se tornando padrinho do futuro jornalista e lhe proporcionando uma educação escolar de qualidade.

“Eu quero ser escritor porque quero e estou disposto a tomar na vida o lugar que colimei. Queimei os meus navios, deixei tudo, tudo, por essas coisas de letras” (BARRETO, 1956, v. XIII: 10)

Fiel à literatura e observador da realidade do seu tempo, Lima Barreto tornou-se um grande jornalista e escritor. Utilizando-se das letras para escrever romances, sátiras, contos e crônicas, ele expôs e atacou o preconceito. Sim, ele era desprezado devido ao fato de ser negro, pobre, alcoólatra e, assim como seu pai, também ter tido passagens pelo hospício.

No entanto, o seu desejo de escrever falou mais alto e Lima Barreto conseguiu se esquivar das intempéries que o assolavam. Registrou em papéis os problemas sociais de sua época, como a questão da escravidão e do racismo, a submissão do povo brasileiro, a corrupção dos governantes e, claro, o desprezo pelos marginalizados. Alguma semelhança com a realidade?

Triste de fim de Policarpo Quaresma foi sua principal obra e narra a trajetória de Policarpo Quaresma um patriota com ideias e com muita coragem. Policarpo era um respeitado amante dos livros e exagerado patriota que lutava contra a corrupção.

Além de Triste fim de Policarpo Quaresma, também recomendo que você, caro leitor desta coluna, procure ler O homem que sabia Javanês, uma crítica às aparências; Clara dos Anjos, que trata do preconceito racial que o autor pode falar como ninguém, pois tem conhecimento de causa, uma vez que foi vítima de preconceito no decorrer de sua vida; A nova Califórnia, uma crítica à ganância do ser humano.

Uma outra recomendação é o filme Policarpo Quaresma, herói do Brasil, lançado em 1998 e baseado na obra Triste fim de Policarpo Quaresma. O filme tem no elenco Paulo José, Giulia Gam, Antônio Calloni, Tonico Pereira, entre outros.

Por fim, quero recomendar o samba-enredo “Lima Barreto, mulato, pobre, mas livre”, homenagem da escola de samba GRES Unidos da Tijuca ao escritor no carnaval carioca de 1982:

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