"Minas Gerais não adere ao teste rápido por causa do preço", afirma representante da Secretaria de Saúde

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Na reunião da Assembleia de Minas Gerais (ALMG), na última segunda-feira (1), o subsecretário de Gestão Regional da Secretaria de Estado de Saúde, Darlan Pereora, e a presidenta da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas (Federassantas), Kátia Rocha, compareceram para abordar, junto dos deputados, a questão orçamentária do estado para o combate ao coronavírus, principalmente para os municípios.
Durante a assembleia, o vice-presidente da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização, deputado Marquinho Lemos (PT), questionou o subsecretário quanto ao baixo número de testagem em Minas. Darlan respondeu que o governo optou por não adquirir testes rápidos por preços que julgou altos, cerca de R$ 75 a unidade. “Buscamos outras opções e compramos 150 mil kits, dos quais 50 mil já chegaram aos municípios, o que não resolve o problema, mas já é um alívio”, afirmou.
Ainda, sobre a preocupação com os municípios, a deputada Ione Pinheiro (DEM) perguntou se o Governo de Minas Gerais pretende construir outros hospitais de campanha. Darlan Pereira disse que o Estado concentrou investimentos no Expominas, mas que haverá ampliação de leitos de acordo com a demanda, porém sem novos hospitais de campanha.
A deputada Celise Laviola (MDB) indagou, também, se haveria ações específicas para a região Leste, que tem como polo Governador Valadares (Rio Doce), devido ao crescimento no número de casos. Darlan Pereira informou que para essa macrorregião, que tem 750 mil habitantes em 51 municípios, já foram aportados R$ 44 milhões.

Recurso federal

De acordo com Kátia Rocha, Minas Gerais deve ficar por último no recebimento de recursos do governo federal para o combate ao coronavírus, enquanto os números aumentam no estado.
Segundo a presidenta da Federassantas, com a mudança de critérios do Ministério da Saúde para que a divisão dos R$ 2 bilhões destinados aos hospitais do Brasil, Minas Gerais ficou para trás.
Kátia explicou que, até a recente troca de ministro da Saúde, o acordo era para dividir o recurso de acordo com o volume de serviços de saúde realizados por cada estado. Depois, a pasta informou que distribuiria a verba baseando-se em critérios epidemiológicos. “Somos campeões no atendimento filantrópico à saúde. Temos que unir a classe política para que não sejamos prejudicados no recebimento de recursos”, declarou.
Assim como Kátia disse, Minas Gerais tem dificuldade de trabalhar os dados epidemiológicos, principalmente por ter números baixos de testagem. Além do percentual menor dessas verbas, Minas também conseguiu credenciar 75 leitos, apenas 1% do total de 7.500 custeados pelo Ministério da Saúde.
Já o subsecretário da Secretaria de Estado de Saúde, Darlan Pereira, reconheceu o grande número de subnotificação, mas afirmou que o mesmo não ocorre no número de óbitos. O dado atualizado aponta mais de 10.500 casos, com 278 mortes em Minas, e 505 mil casos e 20 mil óbitos no Brasil.
Darlan acrescentou, ainda, que a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no total de 2.885, é de 71%. Já para os leitos clínicos, a situação é mais confortável, com 13 mil leitos disponíveis.
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