‘O Diário de Anne Frank’: o testemunho histórico da condição dos judeus perseguidos pelo nazismo

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Anne Frank, nascida em 12 de junho de 1929 de pais judeus na cidade alemã de Frankfurt am Main, fugiu para Amsterdã com seus pais em 1933. Depois que a Wehrmacht (nome das forças armadas da Alemanha durante o Terceiro Reich – entre 1935 e 1945) alemã invadiu e ocupou a Holanda em 1940 e as medidas contra a população judaica entraram em vigor em 1942, a família Frank se escondeu em uma casa dos fundos em Prinsengracht. A família e seus companheiros de quarto foram capturados em agosto de 1944 e levados para Auschwitz.

Quando Anne Frank começou a escrever seu diário em 12 de junho de 1942, ela escreveu o seguinte: “Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda”. Mal imaginava naquele dia que este livro em particular seria um best-seller, e que os seus pensamentos mais íntimos fossem compartilhados com um mundo inteiro. Por pouco mais de dois anos, ela escreveu seu diário – a última vez foi numa terça-feira, 1 de agosto de 1944.

No contexto da perseguição aos judeus e da Segunda Guerra Mundial, os escritos de Anne Frank refletem principalmente a vida cotidiana da comunidade e documentam as inevitáveis ​​tensões entre as pessoas que se escondem expostas ao medo diário da descoberta. Ao mesmo tempo, eles fornecem informações sobre o desenvolvimento pessoal de Anne e traçam o caminho que ela teve que encontrar entre ser criança e crescer.

Anne Frank escreve cartas para o diário que ela chama de Kitty. Este é o substituto para uma amiga que ela queria. Como muitos diários, Anne começa contando como ele chegou até ela. A partir daí ela relata o seu cotidiano e o cotidiano de suas família, como, por exemplo, o fato de ter que se esconder para escapar da perseguição aos judeus, em 8 de julho de 1942. A partir desta data, a jovem passou a escrever regularmente em seu diário.

Ela escreve também sobre os problemas que ela tem de enfrentar com as outras famílias ocultas. Há muito pouco espaço para assuntos políticos, mas Anne conta muito sobre Peter van Pels, um garoto mais velho cuja família se esconde com Anne e com quem ela constrói um relacionamento durante seu “cativeiro”.

Ao ler este livro, é possível notar o crescimento de Anne e a sua compreensível necessidade de espaço. A extrema proximidade com sua família resultante do espaço estreito não era boa para ela, especialmente quando adolescente, muitas vezes você precisa ficar sozinho e, infelizmente, Anne não recebeu esse privilégio.

O mais triste deste livro é que você o lê sabendo que em algum momento ele não continuará e que tantos desejos e sonhos ficarão sem realizar. Contudo, graças aos escritos de Anne, temos a oportunidade de acompanhar o inestimável testemunho histórico da condição dos judeus perseguidos pelo nazismo, bem como a história encantadora de uma jovem adolescente durante sua entrada na vida adulta.

A personalidade da protagonista é, apesar da tenra idade, já formada e bem definida: Anne conta o que vê e o que vive, da corrida na chuva à acomodação secreta e à proibição de se aproximar das janelas por dois anos consecutivos, a pequena mesquinhez e a grande fragilidade que a clandestinidade gera nos homens que a vivem.

 

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