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“É extremamente necessário enxugar a máquina”, diz Romeu Zema em seu discurso de posse

Abrir a caixa preta das finanças e renegociar a dívida com o Governo Federal para colocar as contas em dia e atrair investimento. Em pronunciamento à imprensa nesta terça-feira, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disse que essas serão algumas medidas adotadas para tirar o estado da crise e conseguir  pagar o salário do funcionalismo sem atraso, fazer o repasse para as prefeituras; criar empregos e cuidar da educação, da segurança e da saúde.

OUÇA AQUI O PRONUNCIAMENTO PELA ITATIAIA

Eleito por 71,8% dos votos dos mineiros, Romeu Zema (Novo) tomou posse nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte. A cerimônia começou com 1h de atraso. Na sequência, Zema seguiu para a Cidade Administrativa, onde haverá a cerimônia de início da gestão 2019-2022 do Governo do Estado.

Romeu Zema também pediu união e prometeu cortar regalias. “Nós, mais do que qualquer outro governo na história de Minas, vamos cortar mordomias, luxos, desperdícios, que são o mau uso do dinheiro público. Vamos acabar com o cabide de empregos e cargos por indicação política. É extremamente necessário enxugar a máquina. É preciso oferecer mecanismos e condições para que o servidor público consiga exercer sua função com excelência no que diz respeito à população. Vamos tomar as medidas necessárias para recuperar Minas. Todos nós, sem exceção, teremos de fazer sacríficos, pois o Estado está, literalmente, falido. E a partir de agora precisamos de união, todos nós: os 22 milhões de mineiros”.

O governador também falou sobre a importância da mídia. “Espero contar com a imprensa, que tem um papel fundamental nesse processo de transparência que vamos implementar em Minas Gerais. É preciso que todos colaborem para voltarmos a respirar. Esse projeto de recuperação não é só meu”.

Após o pronunciamento à imprensa, Zema passou pelos dragões da Inconfidência e foi recepcionado por uma comitiva de parlamentar formada pelos deputados Lafayette de Andrada (PRB), Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), Agostinho Patrus Filho (PV), Inácio Franco (PV), Gil Pereira (PP), Celise Laviola (MDB) e Bosco (Avante).

Já no Plenário, governador e vice foram saudados por cadetes da Polícia Militar. Em seguida, o Hino Nacional foi cantado por Negra Mari. Durante a cerimônia, o novo chefe do Executivo mineiro e seu vice, Paulo Brant, entregaram suas declarações de bens ao 3º secretário da ALMG, deputado Arlen Santiago (PTB). Em seguida, ambos fizeram o compromisso constitucional e assinaram o termo de posse. Adalclever Lopes os declarou empossados no cargo de governador e vice do Estado de Minas Gerais.

Neste ano, quebrando a tradição, a transmissão de cargo também foi realizada na Assembleia. Esse momento foi marcado pela transferência do Grande Colar da Inconfidência do antigo para o novo governador.

Já como governador empossado, Zema destacou que a sua eleição mostra a demanda da população por uma mudança de postura no meio político. Ele recordou seu histórico empresarial de sucesso e reforçou a necessidade mudanças administrativas e estruturais no governo do Estado como forma de acabar com a crise financeira atual. Segundo ele, o déficit de Minas em 2019 será de 30 bilhões e poderá chegar a 100 bilhões nos próximos anos caso não sejam tomadas medidas de austeridade.

Zema pediu o apoio dos deputados e deputadas na aprovação de projetos no Legislativo. Ele ainda conclamou todos os poderes, a imprensa e a sociedade a se unirem para a superação dos desafios atuais e que os que virão pelos próximos quatro anos.

Presidente da ALMG

Em seu discurso, Adalclever Lopes reforçou o papel do parlamento como interlocutor da sociedade. “Aqui convive, histórica e democraticamente, membros dos mais diversos partidos, expressando as mais variadas posições ideológicas.” Ele também destacou que as eleições de 2018 mostraram a vontade de renovação do eleitorado mineiro. Tal vontade, refletiu em um Legislativo renovado e na eleição de Romeu Zema.

O presidente da ALMG também destacou a experiência empresarial do novo governador e colocou a Assembleia como parceira para solução dos problemas enfrentados por Minas.

Biografia

Natural de Araxá, cidade do Triângulo Mineiro, Romeu Zema, 54 anos, é pai de dois filhos. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (SP), iniciou sua trajetória profissional bem cedo, aos 11 anos, seguindo os passos de seu pai. Ao longo de sua carreira, atuou em diversas funções, como cobrador, frentista, balconista, estoquista, caixa, comprador, vendedor, analista de marketing, analista comercial e gerente.

Em 1991, assumiu o controle das Lojas Zema e foi responsável pelo salto que levou a rede varejista de apenas quatro unidades em Minas Gerias a atingir a marca de 430 lojas, incluindo os Estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia e Espírito Santo.

Apaixonado por gestão e desenvolvimento de pessoas, incentivou práticas que se refletem na presença do Grupo Zema no ranking das “Melhores Empresas para se Trabalhar” há 15 anos, de acordo com pesquisas do Instituto Great Place to Work.

Atualmente, Romeu Zema é membro do Conselho do Grupo Zema, composto por empresas que operam em cinco ramos: varejo de eletrodomésticos e móveis, distribuição de combustível, concessionárias de veículos, serviços financeiros e autopeças. São 5.000 empregados diretos e aproximadamente 1.500 indiretos. O Grupo Zema é a maior rede a atender prioritariamente as cidades do interior do Brasil com até 50 mil habitantes.

Nascido em Diamantina, Paulo Brant tem 62 anos. O vice-governador é formado em Engenharia Civil e Economia, tem pós-graduação em economia, além de ser especialista em estratégia empresarial. Foi professor e pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais e da PUC Minas. Paulo Brant ainda atuou como diretor-presidente da Celulose Nipo-Brasileira S/A – Cenibra, entre 2010 e 2016. Também foi secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, diretor-superintendente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, e chefe de gabinete do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Paulo Brant possui trabalhos publicados na área de economia: “Economia Mineira – 1989: Diagnóstico e Perspectivas”, “Evolução e Perspectivas do Setor Industrial em Minas Gerais”, “O Programa de Estabilização e os Bancos” e “O Setor Industrial em Minas Gerais: Características, Desempenho Recente e Perspectivas”. Também atuou como superintendente executivo de Relações Institucionais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), entre 2016 e 2018.

* Informações da Itatiaia

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