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CAPA Colunas

Big Brother Brasil, cultura do ódio e o lixo cultural gourmet aceitável

Rodolpho Bohrer Rodolpho Bohrer
17/02/2025
em Colunas, Blog do Rodolpho Bohrer, TV
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Big Brother Brasil, cultura do ódio e o lixo cultural gourmet aceitável

Até quando vamos normalizar a cultura do ódio como entretenimento? - Imagem: reprodução/TV Globo

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O Big Brother Brasil há muito tempo deixou de ser apenas um reality show para se tornar um fenômeno cultural. Mas será que isso é um mérito? O programa, que já revelou figuras influentes e movimenta milhões de reais em publicidade, hoje se apoia em uma lógica perversa: a cultura do ódio como entretenimento.

O BBB não é um jogo sobre convivência, é um jogo sobre o conflito. Não importa quantas provas sejam realizadas ou quais estratégias sejam adotadas, o que realmente prende a atenção do público é o barraco. Basta observar o comportamento dos telespectadores no X (antigo Twitter): eles não comentam sobre quem desempenhou melhor na prova do líder ou sobre a capacidade de articulação política de determinado participante. O que se espera, a cada novo episódio, é “treta”.

O público age como se fosse um exército de espectadores sádicos, ou citando o rapper e poeta GOG, “inquisidores no cio”, ansiosos pelo próximo duelo verbal, pela próxima humilhação televisionada. Aqueles que mantêm uma postura equilibrada, respeitosa e saudável são prontamente taxados de “plantas” e, em vez de serem valorizados por suas boas práticas, são descartados. Enquanto isso, participantes que ultrapassam os limites da civilidade, que promovem gritarias e chegam a flertar com o desrespeito aos direitos humanos, viram celebridades instantâneas.

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Curiosamente, o BBB se tornou uma espécie de “lixo cultural gourmetizado” por determinados setores progressistas. Se um reality show qualquer se apoiasse na lógica do conflito, na espetacularização da discórdia e na exploração do psicológico dos participantes, logo seria criticado como um produto alienante e tóxico. Mas, no caso do BBB, há uma tolerância seletiva. O programa passou a ser vendido como uma plataforma de debates sociais, quando, na prática, continua sendo um circo de horrores travestido de experimento social.

Os mesmos que criticam a exploração midiática da desgraça alheia aplaudem a exposição de indivíduos que têm seus traumas, suas vulnerabilidades e seus piores momentos exibidos em horário nobre. O programa ousa até trabalhar na “escassez de alimentos” para extrair o pior do ser humano e gerar conflitos. O sofrimento humano vira um espetáculo para alimentar discussões, memes e posts intermináveis nas redes sociais.

O engajamento no BBB é impulsionado pelo ódio. O reality show se tornou o principal combustível da cultura do cancelamento, onde um participante pode ser destruído publicamente em questão de horas. A lógica é simples: quanto mais polêmico for um participante, mais relevante ele se torna. Não importa se a pessoa está sendo massacrada injustamente ou se o que está sendo julgado são características irrelevantes da personalidade do indivíduo — o tribunal da internet precisa de seus réus.

Essa dinâmica é extremamente nociva, tanto para os participantes quanto para o público. De um lado, pessoas que entram no reality sem histórico de problemas psicológicos saem dele com crises de ansiedade, depressão e, em casos extremos, ideação suicida. Do outro, uma legião de espectadores condicionados a consumir ódio como forma de entretenimento.

Os defensores do reality argumentam que ele “traz debates importantes” para a sociedade. Mas será que um programa que depende do desgaste emocional e da rivalidade extrema para se manter relevante pode, de fato, ser uma ferramenta de conscientização?

O BBB não promove reflexão genuína — ele apenas oferece um prato pronto de conflitos que podem ser instrumentalizados de acordo com a conveniência do momento. Se o programa fosse realmente comprometido com debates sérios, não precisaria criar ambientes de tensão extrema para garantir audiência.

O Big Brother Brasil representa o que há de mais perverso na cultura do entretenimento contemporâneo. Um reality show que se sustenta na exploração psicológica, no reforço da cultura do ódio e na normalização da humilhação pública não deveria ser tratado como algo inofensivo.

A pergunta que fica é: até quando vamos continuar assistindo e legitimando esse espetáculo grotesco, apenas porque ele foi gourmetizado e aceito por determinados grupos? Afinal, se o BBB é um experimento social, talvez o maior experimento seja observar até que ponto o público está disposto a normalizar esse tipo de entretenimento.

Tags: Big Brother BrasilOpinião
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Rodolpho Bohrer

Rodolpho Bohrer

Sócio-proprietário e fundador do Mais Minas e jornalista em formação pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Redator de cidades, tecnologia e política, além de link builder na Agência MaisPost e assistente de edição de texto da Agência de Notícias do Sul da Bahia (Ansuba).

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