A estreia do épico “A Odisseia”, dirigido por Christopher Nolan, aclamado diretor de “Oppenheimer” (2023), e estrelado por Matt Damon como o herói Odisseu, está gerando enorme expectativa para julho de 2026, mais precisamente dia 17. Prometendo uma experiência visual grandiosa em IMAX e com um elenco estelar que inclui Zendaya, Tom Holland, Lupita Nyong’o, Robert Pattinson, Charlize Theron e Anne Hathaway, o filme é uma adaptação do poema homérico que narra a jornada de dez anos do rei de Ítaca para voltar para casa após a Guerra de Troia.
Para aproveitar ao máximo essa experiência cinematográfica, uma preparação literária pode enriquecer a compreensão da história. Eis um guia essencial proposto aqui pelo Mais Minas:
A base: o próprio poema
A leitura fundamental é, obviamente, “A Odisseia” de Homero. Optar por uma tradução moderna e anotada (como as publicadas pela Penguin Classics ou pela Editora 34, no Brasil) é crucial. Essas edições oferecem introduções contextuais, glossários de termos e explicações sobre mitologia e costumes, ajudando o leitor moderno a navegar por um texto de quase 3.000 anos.
O contexto: a guerra que tudo iniciou
Embora não seja obrigatório, ler “A Ilíada” – o outro grande épico de Homero – é altamente recomendável. Você pode ler qualquer um primeiro, pra ser mais claro, mas a ordem cronológica e tradicional é Ilíada (a Guerra de Troia) e depois a Odisseia (o retorno de Odisseu), pois a Odisseia se passa depois e menciona eventos da Ilíada, mas, como são histórias independentes, a Ilíada não é um pré-requisito. Porém, conhecer os eventos e heróis de Troia (como Aquiles, Agamêmnon e Heitor) dá profundidade à angústia de Odisseu e ao tema central do “nostos” (o regresso à pátria). Para um atalho eficiente, pesquisar também sobre o “Julgamento de Paris” – o evento mitológico que desencadeou a guerra – e os principais acontecimentos do conflito já oferece um sólido pano de fundo.
Para quem quer se aprofundar: a saga completa
Se o interesse for além, a história da Guerra de Troia e seu desdobramento é contada em uma constelação de textos clássicos. Uma jornada literária completa incluiria:
1. As peças gregas: Tragédias como “Ifigênia em Áulis” (de Eurípides), “Agamêmnon” (de Ésquilo) e “As Troianas” (de Eurípides) exploram as consequências da guerra, complementando a visão épica de Homero;
2. Hesíodo: Ler a “Teogonia” é como consultar o “manual de criação” da mitologia grega, detalhando a origem dos deuses e monstros que Odisseu encontrará.
A jornada para desfrutar plenamente do filme de Nolan começa nas páginas de Homero. Não há outro caminho. Comece por uma boa tradução de “A Odisseia”, complemente com “A Ilíada” para contexto e, se o apetite mitológico crescer, mergulhe nas tragédias gregas. Ouça podcasts e assista vídeos no YouTube para enriquecer ainda mais o seu repertório. Há também outras adaptações da Odisséia para filmes e séries, que falaremos em outro artigo. Assim, você não será um mero espectador, mas um viajante preparado para as camadas de uma das maiores histórias já contadas.
Assista ao trailer:

















