Clima de faroeste nas reuniões da Câmara de Ouro Preto é motivado pela rejeição ao governo de Angelo Oswaldo

Por Rodolpho Bohrer
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Já não é incomum presenciarmos vereadores da Câmara de Ouro Preto socarem microfones na mesa após terminarem suas falas, jogar papel e pastas de forma ríspida, troca de acusações entre si sem o mínimo de preocupação com o decoro parlamentar e, por fim, independentemente de serem base ou oposição, fazerem duras críticas ao governo municipal.

PT de Ouro Preto embarca no governo de Angelo Oswaldo mesmo com questão da Saneouro pendente
Ouro Preto

Com a falsa promessa de tirar a Saneouro de Ouro Preto, muitos vereadores já entendem que o governo de Angelo Oswaldo é um governo falido com longo e amargo prazo de validade, e o que resta ao prefeito da sua base na Câmara é ter votos a seu favor em projetos do seu interesse, e só. De resto, é crítica em cima de críticas, todas sempre num tom de alta indignação.

Muitos legisladores perceberam que o mínimo de vinculação ao governo significa morte eleitoral em 2024 tendo a população recebendo mensalmente cartas de cobrança da Saneouro, que também podem ser entendidas como “acabou de chegar a lembrança mensal que Angelo Oswaldo te enganou”, ao mesmo tempo que esses vereadores não abrem mão dos benefícios de aproveitarem a máquina pública sendo da base. Ou seja, vivem um grande dilema de morrerem abraçados com o prefeito e arriscar na velha política de favores políticos ao seu nicho eleitoral, que, lembrando, também paga a conta da Saneouro, ou viram oposição de vez e perdem a máquina pública já tendo um vereador ocupando esse espaço há muito mais tempo.

Como ficar sempre no embate com vereador Júlio Gori tem o colocado em destaque em todas as reuniões da Câmara, a troca de farpas agora acontece entre os próprios vereadores da base, e as reuniões da Câmara seguem com um verdadeiro clima de faroeste

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