Um alimento recordista em questionamentos sobre a quantidade recomendada para consumo é a castanha-do-pará, visto que em qualquer plano alimentar em que ela conste, a sua medida caseira indicada é de pouquíssimas unidades.

A castanha-do-pará, ou castanha-do-brasil, é uma semente do grupo das oleaginosas, rica em gorduras boas, minerais e fitoquímicos e com elevado valor nutritivo; sendo mundialmente reconhecida como a maior fonte natural de selênio. Este mineral, essencial ao corpo humano, combate o envelhecimento celular e oferece muitos outros benefícios. Uma única castanha pode fornecer de 200µg a 400µg de selênio, variando conforme a região de origem.

No Brasil, as castanhas da região Norte são as que mais têm selênio, e as do Sudeste, as que menos têm. A recomendação diária de selênio para adultos é de 55 microgramas por dia e a ingestão máxima tolerável, que não traz efeitos adversos para o organismo de qualquer adulto, é de 400 µg/dia, por isso o consumo de em média uma única unidade de castanha por dia já é suficiente.

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Consumir quantidades elevadas de selênio pode causar um quadro clínico conhecido como selenose, que é uma intoxicação caracterizada por perda e fragilidade de unhas e cabelos, podendo desencadear também uma série de outros sintomas, como: distúrbios gastrointestinais, fadiga, irritação e anormalidades no sistema nervoso.

A principal recomendação é a ingestão moderada, até mesmo para não ultrapassar o valor de calorias e gorduras consumidas no dia. Com moderação, a castanha ajuda a equilibrar o perfil lipídico, aumentando o colesterol bom e protegendo a saúde cardiovascular; além disso, protege os neurônios; regula a tireoide e melhora a imunidade.

É de suma importância que o consumidor observe a origem da castanha que está adquirindo e os valores de selênio informados no rótulo das embalagens, além disso, as empresas que processam e embalam a castanha-do-brasil devem avaliar o teor de selênio para ca