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Mérito Esportivo Grupo de Trabalho sobre Acessibilidade
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O portal Mais Minas protocolou nesta semana representações no Ministério Público de Minas Gerais e no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais questionando a transparência e os critérios utilizados pela Câmara Municipal de Ouro Preto na distribuição de recursos públicos destinados à publicidade institucional.

As denúncias envolvem contratos de publicidade institucional, campanhas operacionalizadas pela agência Vitrine Comunicação Ltda e um pedido formal de acesso à informação protocolado em 11 de março de 2026 sob o número 50633, com base na Lei de Acesso à Informação.

Segundo o Mais Minas, o documento solicita contratos, planos de mídia, comprovantes de veiculação e critérios utilizados para contratação de veículos de comunicação ligados às campanhas institucionais da Câmara.

O jornal afirma que o prazo legal para resposta expirou há semanas sem envio efetivo da documentação solicitada. Em mensagens encaminhadas pela assessoria da Câmara, houve apenas a informação de que parte dos dados estaria disponível no Portal da Transparência.

De acordo com o Mais Minas, porém, os registros relacionados à publicidade institucional permanecem desatualizados e grande parte das informações solicitadas não foi localizada no portal indicado.

A discussão sobre publicidade institucional ganhou novos desdobramentos nos últimos dias após o Jornal Fonte Zero remover post e um vídeo com críticas envolvendo a compra de bebidas alcoólicas e o reajuste do vale-alimentação no valor de R$ 1.750,00 pela Câmara Municipal de Ouro Preto.

Os conteúdos haviam sido produzidos após repercussão de reportagens publicadas inicialmente pelo Mais Minas e o vídeo incluía entrevistas nas ruas com moradores da cidade.

Parte do vídeo removido pelo Jornal Fonte Zero

Dias depois da repercussão nas redes sociais, o vídeo e postagens com críticas à Câmara deixaram de aparecer nas plataformas do veículo. Em seguida, o portal passou a exibir banners institucionais da Câmara Municipal de Ouro Preto.

Vídeo de entrevistas com moradores criticando o reajuste no vale-alimentação e o post irônico sobre compra de bebida alcoólica foram removidos do perfil do Jornal Fonte Zero.

Outro ponto que chamou atenção foi o fato de o domínio do Jornal Fonte Zero ter sido registrado recentemente, em 11 de abril de 2026, segundo dados públicos de registro de domínio consultados pela reportagem.

Banner da Câmara de Ouro Preto centralizado ao meio. Portal de notícias foi criado no dia 11 de abril de 2026, há menos de 60 dias.

O Mais Minas afirma que o episódio reforçou os questionamentos já encaminhados aos órgãos de controle sobre os critérios adotados pela Câmara Municipal para distribuição de publicidade institucional entre veículos de comunicação da cidade.

O jornal informou ainda que continuará acompanhando os desdobramentos das denúncias apresentadas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.

Em resposta ao Mais Minas, a assessoria da Câmara informou que os documentos serão disponibilizados posteriormente devido ao grande volume de informações e setores envolvidos. A Câmara também afirmou que as contratações seguem critérios de “oportunidade e conveniência” definidos pela Presidência, com assessoramento da Comunicação e intermediação da agência de publicidade.

O Jornal Fonte Zero e a agência Vitrine Comunicação Ltda não se manifestaram até a publicação desta postagem.

Nota de correção e explicação: O vídeo removido pelo Jornal Fonte Zero é sobre o reajuste do vale-alimentação feito pela Câmara no valor de R$ 1.750,00, já o post mencionado que foi removido pelo jornal é sobre bebida alcoólica.

Rodolpho Bohrer

Sócio-proprietário e fundador do Mais Minas e jornalista em formação pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Redator de cidades, tecnologia e política, além de link builder na Agência MaisPost. Em 2026, foi um dos repórteres vencedores do prêmio estadual "Tributação e Justiça Social", promovido pelo Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (SINJORBA).