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Não faça com que o ato de comer se torne algo banal

A afirmação de que a alimentação vai muito além do consumo de nutrientes é uma verdade inquestionável; porém, além disso, é sabido que o ato de ingerir alimentos para se nutrir e interagir com o meio pode, em algumas situações, dar lugar a uma conotação de “válvula de escape”, visto que não é incomum a ocorrência de uma ingestão alimentar excessiva e desregrada na tentativa de se compensar sentimentos negativos, gerando assim uma compulsão alimentar.

A compulsão alimentar é caracterizada pelo consumo de uma quantidade de comida maior do que o considerado normal, bem como a sensação de descontrole sobre o ato de comer.

Alguns estudos que abordaram os alimentos consumidos durante os episódios de compulsão alimentar, mostraram que há um aumento na ingestão de carboidratos e gorduras na composição da dieta, sendo que, durante os episódios, os alimentos preferidos são os que geralmente são consumidos como lanches e sobremesas1, 2,3. Esses resultados mostram que a compulsão alimentar pode acarretar em uma desordem no peso corporal.

Há relatos de que anteriormente aos episódios de compulsão alimentar são frequentes os sentimentos de aborrecimento, solidão, tensão, depressão, dentre outros; e durante os episódios são referidos sentimentos de ansiedade, vergonha, perda de controle e mau humor 4,5,6,7,8,9.

A alimentação deve ser vista como uma ação prazerosa, proporcionando satisfação e bem estar e não como um elemento de fuga, pois descontar insatisfações diárias na comida pode criar novos problemas em vez de solucionar os já existentes, visto que a compulsão alimentar é um transtorno de saúde que pode acarretar em excesso de peso, obesidade, hipercolesterolemia, diabetes; além de estabelecer uma relação negativa entre o indivíduo e o alimento.

O melhor caminho para uma vida saudável é fazer uso frequente de bom senso, razão e calma, evitando sempre deixar-se dominar pelos excessos tanto de sentimentos quanto de alimentos.

Referencias

  1. Alpers GW, B BT-C. Energy and macronutrient intake in bulimia nervosa. Eat Behav. 2004;5:241-9.
  2. Alvarenga MS, Negrao AB, Philippi ST. Nutritional aspects of eating episodes followed by vomiting in Brazilian patients with bulimia nervosa. Eat Weight Disord. 2003;8:150–6.
  3. Fitzgibbon ML, Blackman LR. BE disorder and bulimia nervosa: Differences in the quality and quantity of BE episodes. Int J Eat Disord. 2000;27:238-43.
  4. Davis R, Jamieson J. Assessing the functional nature of BE in the eating disorders. Eat Behav. 2005;6(4):345-54.
  5. Kjelsas E, Borsting I, Gudde CB. Antecedents and consequences of BE episodes in women with an eating disorder. Eat Weight Disord. 2004;9:7-15.
  6. Corstorphine E, Waller G, Ohanian V, Baker M. Changes in internal states across the binge-vomit cycle in bulimia nervosa. J Nerv Ment Dis. 2006;194:446-9.
  7. Vanderlinden J, Grave RD, Fernandez F, Vandereycken W, Pieters G, Noorduin C. Which factors do provoke BE? An exploratory study in eating disorder patients. Eat Weight Disord. 2004;9:300-5.
  8. Hetherington MM, Spalter AR, Bernat AS, Nelson ML, Gold PW. Eating pathology in bulimia nervosa. Int J Eat Disord. 1993;13:13-24.
  9. Powell A, Thelen MH. Emotions and cognitions associated with bingeing and weight control behavior in bulimia. J Psychosom Res. 1996;40:317-28.

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