Que a fome é um assunto de grande relevância já é um consenso, no entanto, precisamos falar também sobre a fome oculta, que é bastante preocupante e pouco comentada.

A fome oculta ou fome invisível é definida pela Organização Mundial da Saúde como uma carência de micronutrientes, como vitaminas e minerais, que são essenciais para o organismo, a qual ocorre, principalmente, por um desequilíbrio na alimentação em decorrência da não variação de alimentos na rotina alimentar. Esse distúrbio nem sempre apresenta sintomas aparentes, e é por isso que se torna tão relevante.

Em primeiro lugar, é importante entender que essa condição não está relacionado ao peso, pois qualquer pessoa que não consuma alimentos variados pode apresentar deficiências nutricionais. A síndrome da fome oculta está muito mais relacionada com a qualidade da dieta do que com as quantidades de calorias consumidas.

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Quando o distúrbio não é diagnosticado e tratado corretamente podem ocorrer sérios problemas de saúde, como prejuízos no crescimento e desenvolvimento (físico e mental) de crianças e adolescentes, e o comprometimento do sistema imunológico dos adultos, além disso, pode estar associada ao desenvolvimento de doenças crônicas como hipertensão, diabetes, osteoporose etc. O diagnóstico pode ser feito a partir da avaliação laboratorial, exames clínicos e avaliação do consumo alimentar.

A fome oculta pode ser prevenida por meio da ingestão balanceada de alimentos que são fontes de nutrientes essenciais. Além disso, em casos graves, pode ser necessário realizar a suplementação de algum nutriente, sob a orientação de um profissional qualificado. Logo, o melhor antídoto contra a fome invisível é a adoção de hábitos saudáveis e uma alimentação equilibrada e variada, composta por verduras, frutas e legumes diariamente.

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