A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, na última quinta-feira, 29 de janeiro, a operação Royalties Perdidos, voltada ao combate de um grupo suspeito de furtar, receptar e revender equipamentos de mineração, além de praticar lavagem de dinheiro. A ação teve foco na região Central do estado, com diligências em Ouro Preto e Mariana, além de outros municípios da Grande BH.
A investigação é conduzida pela equipe responsável por crimes patrimoniais em Ouro Preto. Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, bloqueios de veículos e sequestro de valores que somam cerca de R$ 3 milhões em contas bancárias de investigados.
De acordo com a Polícia Civil, as apurações começaram após denúncia feita por uma mineradora. Os primeiros levantamentos indicaram atuação coordenada do grupo em furtos, receptação e revenda ilegal de peças e equipamentos de mineração, especialmente na região do distrito de Antônio Pereira.
Com o avanço do inquérito, os investigadores analisaram dados bancários, fiscais e telemáticos, além de relatórios técnicos e outros elementos de prova. A partir desse material, a Justiça autorizou medidas cautelares, incluindo bloqueio de ativos financeiros e restrições administrativas sobre veículos, para evitar a dissipação de bens.
As diligências ocorreram de forma simultânea em Ouro Preto, Mariana, João Monlevade, Santa Bárbara, Esmeraldas e Contagem. Cerca de 90 policiais civis participaram da operação.
Homem preso por receptação
Durante o cumprimento das ordens judiciais, um homem investigado por receptação foi preso em flagrante em João Monlevade. No local, foi encontrada uma correia transportadora furtada de uma empresa, avaliada em cerca de R$ 500 mil.
Também foram apreendidos dispositivos eletrônicos, veículos de luxo, uma lancha aquática, armas de fogo, incluindo um rifle e uma pistola calibre 9 mm, além de documentos diversos. Todo o material recolhido será submetido à análise pericial e investigativa.

Segundo a corporação, as medidas de bloqueio e restrição têm como objetivo preservar patrimônio para eventual reparação de danos às vítimas e reforçar a coleta de provas no curso do inquérito.
O delegado responsável pelas investigações, Mauricio A. Campos Lauria Júnior, comentou o resultado da ação. “A ação representa uma etapa relevante para a desarticulação do grupo criminoso e o fortalecimento da persecução penal. Agora, as investigações prosseguem visando à completa elucidação dos fatos e à responsabilização dos envolvidos”, afirmou.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis participantes do esquema e rastrear a movimentação de bens e valores ligados ao grupo.







