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Por que as dietas restritivas não funcionam?

As dietas restritivas para o emagrecimento, seja por meio de restrição calórica ou de exclusão de um grupo alimentar estressam seu corpo e seu cérebro, desregula seu centro de fome e saciedade, predispõe distúrbios alimentares e distúrbios de imagem corporal. As dietas restritivas, ainda, estão ligadas a pior saúde mental predispondo à depressão e à ansiedade, pois os indivíduos em dietas restritivas começam a viver uma torrente de emoções não produtivas que pioram seu estado de saúde mental.

A restrição alimentar das dietas funciona como uma privação mental e física que podem aumentar o impulso para comer, o que pode causar sentimento de culpa e vergonha quando se desvia da dieta, causando novamente o sentimento de necessidade de restrição a fim de compensar o que foi consumido em excesso, perpetuando os ciclos de consumo e restrição, bem como alimentando o comer emocional, a fim de aliviar os sentimentos por meio da ingestão geralmente de alimentos com alta densidade energética, como por exemplo, os doces.

A restrição alimentar exigirá recursos do corpo para manter o seu funcionamento, e isso causará um estresse fisiológico, o que impossibilita que se consiga manter em dieta restritiva por longo período. Um corpo que passe uma vida toda exposto a restrição alimentar, não poderá se manter saudável por muito tempo em função de todo o estresse causado fisiológica e mentalmente. Assim, o corpo, o cérebro e os genes irão começar uma operação conjunta para frear as resultantes da restrição alimentar:

  • Diminuindo o metabolismo basal, com o objetivo de gastar menos energia, para frear o emagrecimento.
  • Alterando a regulação da fome e a saciedade, para que o indivíduo coma mais e tenha mais vontade de comer alimentos de alta densidade calórica.
  • Ativando uma cascata genética, que permanecerá ativa por cerca de dois anos, que coloca o corpo no modo de armazenamento.

            Não conseguir seguir uma dieta, na verdade, é fisiológico!

Dietas restritivas não funcionam em longo prazo, pois a restrição alimentar leva a uma relação deturpada com o corpo, com a comida e consigo mesmo. Depois de uma dieta restritiva a tendência é que seu corpo tente voltar ao status pré-dieta. É o cérebro que decide o peso, pois ele é o responsável por manter a faixa de peso pré-definida como correta. Para prevenção, o cérebro pode regular esse valor um pouco para cima para garantir que você tenha mais peso caso ocorra uma nova temporada de restrição de nutrientes1. Por isso o peso perdido durante a fase de restrição pode ser recuperado a partir do momento que o organismo não responde mais à dieta, podendo ocorrer um ganho até mesmo maior do que o que foi perdido.

As dietas restritivas podem até garantir um resultado rápido, porém o mesmo dificilmente será mantido, pois foi conquistado a custa de muito sacrifício que o próprio organismo não consegue manter.

Não conseguir seguir uma dieta restritiva não é sinal de fracasso ou falta de motivação, mas um sinal do corpo de que ele não consegue funcionar sem que lhe sejam fornecidos energia e nutrientes suficientes. É como se o proprietário de uma empresa desejasse dobrar a produção e os lucros, cortando os investimentos e diminuindo o número de trabalhadores. Por um tempo os funcionários restantes podem se organizar para que a empresa funcione normalmente e assim apresentar resultados satisfatórios; porém após um tempo- se mantida essa contenção de gastos- estes funcionários apresentarão um quadro de fadiga extrema, não conseguindo mais realizar suas funções, sendo necessário que o proprietário da empresa contrate novos funcionários para desenvolver as funções vitais da empresa e ter um gasto extra com a recuperação dos trabalhadores fatigados.

Regra básica da alimentação saudável: saber usar os recursos que tem, sem restringir nem extrapolar, mas satisfazendo as verdadeiras necessidades.

Referencia

TEIXEIRA, P. O Comer Consciente Frente Ao Comer Restritivo. Novembro 2016.Disponível em: < http://mindfuleatingbrasil.com.br/index.php/2016/11/16/o-comer-consciente-frente-ao-comer-restritivo/> Acesso em 18/01/2017 às 22:08.

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