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Se não pararem as reformas, quem vai parar é o Brasil

Desde o último dia 15 de março os professores estaduais (e alguns municipais) estão em greve contra, especialmente, a injusta Reforma da Previdência que o presidente Michel Temer tenta implantar em nosso país.

Ao longo deste processo, é impressionante o apoio popular que tem surgido junto aos servidores em greve, colocando cada dia mais o governo em exercício do país em uma situação delicada.

Muitos não apostavam que aconteceriam tantas manifestações e tanta pressão em cima dos deputados federais que fazem parte da base governista no parlamento brasileiro. Com certa frequência, estes congressistas vêm sendo recepcionados com atos e cobranças até mesmo na porta de suas residências!

Tanta pressão já fez com que parte da base do PMDB se rebelasse contra o governo, como se pode ver na recente nota de sua bancada no senado ao longo desta semana, com as declarações polêmicas do também senador peemedebista Renan Calheiros e, principalmente, pela declaração do próprio governo sinalizando tirar desta PEC 287/2016 os servidores estaduais e municipais jogando para estados e municípios esta enorme aberração em forma de projeto de emenda constitucional (PEC) criada pelo governo Temer.

Todas estas ações ocorridas nestes últimos dias não são frutos do acaso, tem motivo: a enorme mobilização e unidade que está sendo criada pela população em geral contra as propostas de reforma previdenciária! Há muito tempo não se via entre os movimentos sociais tanta unidade de ação. Se existe algo que se pode agradecer ao ex-vice-presidente, sem dúvida, foi trazer de volta para a maior parte da população brasileira a compreensão que mesmo com as particularidades referentes a cada indivíduo, estamos todos do mesmo lado. E que nossa luta é de classe: oprimidos contra opressores!

Quem pensa ou acha que as paralisações pelo país afora não estão ecoando em Brasília, basta ver nas mídias tradicionais o desespero que tomou os “gurus do Planalto”, com o noticiário televisivo o tempo todo tentando defender o indefensável: a Reforma da Previdência! Até mesmo muitos jornalistas se mostram abatidos para exercer este papel nefasto, afinal de contas, a maioria deles (como eu e você) não vão se aposentar também.

É preciso fortalecer ainda mais as manifestações denunciando para a população mais humilde que ainda não entendeu bem o que significa esta proposta perversa do governo. Na prática, não vamos nos aposentar. Em resumo é isso!

Cabe ao presidente Michel Temer decidir o que ele quer: levar o país a uma grande convulsão social ou tirar as reformas que destroem a classe trabalhadora da pauta do Congresso.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…

Até a próxima!

* Pedro Luiz Teixeira de Camargo (Peixe) é Biólogo e Professor, Especialista em Gestão Ambiental e Mestre em Sustentabilidade. Atualmente é Doutorando em Evolução Crustal e Recursos Naturais pela UFOP/MG.

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