A mineradora Vale vai realizar no dia 5 de março, às 19h, uma audiência pública em Belo Vale para apresentar o Projeto Marés II, que prevê a implantação de novas estruturas na mina Fábrica, integrante do Complexo Paraopeba. O evento será realizado na Escola Municipal Prefeito João Eustáquio, na região central da cidade.
A sessão faz parte do processo de licenciamento ambiental e deve detalhar duas estruturas previstas no projeto: a Pilha de Disposição de Estéril e Rejeito chamada PDER Marés II e a barragem de contenção de sedimentos Marés II. Segundo a empresa, ambas ficarão em área localizada exclusivamente em Belo Vale, embora a mina Fábrica também alcance territórios de Ouro Preto e Congonhas.
A audiência é uma das etapas formais do licenciamento e permite que moradores, lideranças e instituições apresentem perguntas e manifestações. A empresa informou que haverá transporte gratuito para participação da comunidade.
De acordo com Eder Leite, diretor do Complexo Paraopeba, o projeto está ligado à continuidade operacional da unidade. “As estruturas são fundamentais para seguirmos produzindo na unidade de forma mais segura e sustentável. A PDER Marés II receberá, além de solo e rocha retirado da cava sem teores significativos de minério, o rejeito arenoso proveniente do processo de produção, reduzindo o impacto em barragens de rejeito. Já a barragem de contenção de sedimentos Marés II terá função de controle ambiental”, afirmou.
Segundo ele, a manutenção das atividades na mina Fábrica tem impacto direto na arrecadação e no emprego regional. A estimativa apresentada pela empresa é de cerca de 470 postos de trabalho no pico das obras de implantação da nova pilha.
Dados divulgados pela mineradora indicam que, no último ano, as operações em Minas Gerais recolheram cerca de R$ 3,5 bilhões em tributos e compensações, incluindo CFEM, ICMS, TRFM e ISS. Em Belo Vale, a operação da mina Fábrica gerou mais de R$ 1,9 milhão em CFEM e aproximadamente R$ 440 mil em ISS no período informado.
O projeto Marés II também prevê programas de controle ambiental e monitoramento técnico. Entre as ações listadas estão medições de qualidade da água e do ar, acompanhamento geotécnico, controle de erosão, gestão de resíduos, manutenção de equipamentos e medidas de conservação de fauna e flora, com recuperação de áreas degradadas.
A empresa afirma que os dados de monitoramento serão compartilhados com os órgãos competentes e que o processo inclui medidas de compensação ambiental.
Medidas após extravasamento de água
A Vale também informou que mantém frentes de trabalho após o extravasamento de água registrado no fim de janeiro na mina Fábrica. Segundo a empresa, foram instalados sistemas de videomonitoramento e medição de nível em tempo real.
Entre as ações em andamento estão intervenções na Cava 18, limpeza do sump Freitas II e serviços de drenagem e acesso. Na mina de Viga, em Congonhas, foram iniciados desassoreamentos de sumps e inspeções na rede de drenagem.
De acordo com a mineradora, há monitoramento diário de parâmetros ambientais em cursos d’água próximos, com envio de relatórios às autoridades. Também foram iniciados serviços de limpeza e desassoreamento de trechos afetados por sedimentos.
Serviço
- Audiência pública do Projeto Marés II
- Data: 5 de março
- Horário: 19h
- Local: Quadra da Escola Municipal Prefeito João Eustáquio
- Endereço: Rua Francisco Filho, 119, Centro, Belo Vale
- Informações: vale.com/audienciamares2
- Atendimento: Alô Vale 0800 285 7000







