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Rodolpho Bohrer
Rodolpho Julio Marci Bohrer é socio-fundador e diretor geral do Mais Minas. Estuda jornalismo na Universidade Cruzeiro do Sul e atualmente é repórter de política, cidades e loterias. Contato: comunicacao@maisminas.org

Arquitetas dão dicas para não errar na escolha do tapete

Capaz de fazer vez de obra de arte, delimitar um ambiente, ajudar no conforto térmico e acústico e ainda trazer aconchego para o lar, o tapete é um item amado nos projetos. “Cheios de utilidades, os tapetes podem ser empregados em diversos ambientes, mas pedem por alguns cuidados”, apontam Ieda e Carina Korman, arquitetas a frente do escritório Korman Arquitetura. Para facilitar, elas separaram diversas dicas de como empregá-los na decoração.

Hora da escolha

Tapetes podem ser neutros ou cheios de personalidade e devem ser escolhidos, costumeiramente, após a compra do mobiliário. “Mas se o cliente já possuir uma peça que seja herança de família, por exemplo, o décor será feito pensado para ela”, explica Ieda Korman, que complementa. “Um tapete deve ser escolhido de acordo com a rotina da família e com o ambiente que será colocado”. Assim, uma casa com pet ou crianças, por exemplo, pede por uma peça mais resistente e fácil de limpar. Uma casa de praia, por outro lado, dispensa peças de lã ou mais peludas. “Nesse caso, o melhor é optar por fibras naturais, corda náutica ou algodão, por exemplo”, diz Ieda.

Tamanho e proporção

Arquitetas dão dicas para não errar na escolha do tapete
Para esse living sofisticado, Ieda Korman, do Korman Arquitetos, optou por um tapete desenhado pelo escritório, exclusivamente para o projeto. Foto: Gui Morelli

Para definir o melhor tamanho para um tapete, é necessário levar em conta os mobiliários que estão no ambiente. “Em um living, o recomendável é que o tapete seja cerca de 15 ou 20 cm maior do que a área que delimita. Eles devem, ainda, se estender em 20 cm para dentro do sofá”, explica Carina Korman. As poltronas devem estar inteiramente sobre da área do tapete, ou com ao menos metade de seu comprimento.

Em salas de jantar, por sua vez, Ieda e Carina Korman indicam que o tapete tenha ao menos 60 cm a mais do que o lado maior do tampo da mesa. “Assim, é garantido que, ao mover a cadeira, ela não se enroscará na peça”, explicam. Ainda assim, as medidas são variáveis de acordo com cada caso. “É importante se atentar e respeitar o desenho da peça, valorizando-a”, indica Ieda Korman.

Necessidades dos ambientes

Arquitetas dão dicas para não errar na escolha do tapete
Para ambientes que pedem por aconchego, como esse home office e quarto projetados por Ieda e Carina Korman, os tapetes felpudos são os mais indicados. Fotos: Gui Morelli

Ambientes diferentes pedem por tapetes diferentes. De modo geral, espaços com muita movimentação devem receber peças de gramatura mais baixa, deixando os tapetes mais felpudos e robustos para os locais em que se passa mais tempo sentado, ou que pedem por aconchego. “Quartos e home theaters são perfeitos para os modelos peludos, mas cuidado com clientes que possuem alergia”, diz Ieda Korman. “Amamos especificar tapetes que peguem toda a extensão da cama, mas, quando se trata de pessoas alérgicas, o melhor é optar por no máximo dois tapetes pequenos ao lado da cama, de fibra lavável”.

Cozinhas dispensam tapetes, ao passo que banheiros podem receber peças pequenas à frente da bacia, pia e chuveiro, garantindo uma pisada confortável.

Como combinar

Arquitetas dão dicas para não errar na escolha do tapete
Funcionando como um delimitador de ambientes nesse projeto do Korman Arquitetos, o tapete repousa sobre o piso de limestone cinza. Foto: Gui Morelli

Por fim, na hora de coordenar os tapetes com o décor, é possível pensar no padrão de estampas e cores em conjunto com as texturas e paletas do mobiliário. “Se o cliente já possui uma peça marcante, ou optou por um desenho exclusivo e personalizado, o tapete será o ponto de partida. Mas, no geral, os tapetes são os últimos itens a serem definidos”, aponta Ieda. Assim, é possível levar em conta a paleta de cores escolhida para todo o ambiente, buscando harmonia. “Quando há o desejo por uma sobreposição de tapetes, que dão bossa aos projetos, o ideal é escolher uma peça mais neutra, para a base, e ousar no tapete que vai por cima”, indica. Em alguns casos, os desenhos e padrões marcantes são como obras de arte no chão e funcionam como ponto de destaque. Para quem busca apenas o conforto da peça, as neutras são sempre as mais indicadas, sem risco de errar.

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