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Ao contrário das cidades vizinhas, Ouro Preto permanece na Onda Vermelha

Na última semana, o Comitê Extraordinário Covid-19 do Governo Estadual colocou, mais uma vez, a macrorregião central de do estado na Onda Amarela do Programa Minas Consciente. Entretanto, a microrregião de Ouro Preto, Mariana e Itabirito se manteve na Onda Vermelha. Portanto, o avanço na flexibilização do comércio e o aumento de atividades não essenciais se tornou opcional para cada cidade.

Mariana e Itabirito decidiram por avançar para a Onda Amarela, já Ouro Preto decidiu permanecer na Onda Vermelha. “Ouro Preto seguirá a microrregião, porque é a nossa realidade, obviamente, é a região que nós estamos. Ouro Preto, Mariana e Itabirito encontram-se com números de Onda Vermelha, não vamos passar para uma macrorregião que engloba um número muito maior de cidades e fuja da nossa territorialidade e proximidade e ‘mascarar’ uma real situação. Então o prefeito Angelo Oswaldo e a secretária Glauciane preferiram continuar com a microrregião, Onda Vermelha, com todos os cuidados”, disse o Secretário de Governo, Felipe Guerra.

Campanha Unimed

Na Onda Vermelha já há a possibilidade de continuidade de todas as atividades comerciais, seguindo protocolos do Governo de Estado. Esse também foi um dos fatores para que a administração municipal de Ouro Preto decidisse em não progredir para a Onda Amarela.

“Na Onda Vermelha já se pode abrir todas as atividades comerciais com os devidos protocolos necessários e preparando a cidade para quando a nossa microrregião entrar na Onda Amarela para a gente ter mais segurança de ter uma abertura maior da cidade. Os números estão controlados em Ouro Preto, mas a gente continua ainda com muito cuidado com relação à essa abertura mais ampla. A prioridade ainda é a que sempre foi de resguardar as vidas dos ouro-pretanos e controlar essa pandemia”, complementou o secretário.

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De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Ouro Preto na última terça-feira, 20 de julho, 5.747 casos foram confirmados de Covid-19 na cidade, sendo 121 óbitos, 23 internados (100% de ocupação dos leitos) e 5.610 pacientes foram recuperados. Ainda há 70 casos suspeitos da doença na cidade ouro-pretana.

Em comparação com Mariana, Ouro Preto tem mais mortes por Covid-19, a cidade Primaz de Minas tem 92 óbitos. Porém, em número de casos, o município marianense tem mais, com 9.134 casos (11 estão internados e 8.854 recuperados).

Já em relação a itabirito, Ouro Preto tem menos mortes e menos casos. A cidade itabiritense tem 12.753 casos confirmados, com 146 mortes, 18 em monitoramento.

Quanto à vacinação, Ouro Preto tem se destacado significativamente com 43.784 pessoas (58,72% da população) parcialmente imunizadas e 19.319 (25,91% da população) com as duas doses ou dose única da vacina.

Governo de Minas

Com o progresso de vacinação e melhora dos indicadores da Covid-19 em Minas, o Comitê Extraordinário alterou alguns protocolos do plano Minas Consciente, criando regras para a realização de grandes eventos, que passam a valer no dia 15 de agosto.

Dentre as alterações se destacam o distanciamento padrão que passa a ser de 1,5 metros, a capacidade máxima de lotação dos espaços que também aumentou, bem como as regras específicas para a viabilização de grandes eventos culturais, esportivos, comerciais, religiosos, sociais ou políticos, por um tempo pré-determinado. 

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, as novas regras, aprovadas pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (Coes), se basearam em outros países que tiveram êxito com as flexibilizações.

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“Estamos em uma nova fase, com vacinas chegando de forma consistente e melhora nos indicadores. Diante disso, vimos a necessidade de criar regras para os grandes eventos, já que eles não eram considerados de forma separada no Minas Consciente. Fizemos uma ampla discussão e a equipe técnica buscou exemplos em outros países que já passaram por uma fase de vacinação semelhante à nossa (50% com primeira dose e segunda dose crescendo, chegando próximo de 15%) para definir as regras”, afirmou.

Principais regras

  • Entrada do evento: aferição de temperatura, controle no fluxo de acesso e acesso com hora marcada;
  • Distanciamento de 1,5 metros: a ser aplicado em filas, entre cadeiras/assentos e também no cálculo da capacidade;
  • Apresentação de documento de imunização presumida: cartão de vacinação que comprove imunização completa superior ou igual a 15 dias OU PCR ou laudo médico com positividade para covid-19 (entre 15 e 90 dias).
  • É obrigatório comunicar as regras aos participantes e facilitar a devolução do ingresso. 

Regras por onda 

Vermelha 

  • Lotação máxima de 50 pessoas ou 10% da capacidade em ambientes fechados; 30% da capacidade em ambientes ao ar livre;
  • Duração máxima de 5 horas;
  • Horário permitido: entre 8h e 21h.

Amarela

  • Lotação máxima de 300 pessoas ou 30% da capacidade em ambientes fechados; 600 pessoas ou 50% da capacidade em ambientes ao ar livre;
  • Duração máxima de 6 horas;
  • Horário permitido: entre 7h e 23h.

Verde

  • Lotação máxima de 50% da capacidade em ambientes fechados; sem limite de lotação em ambientes ao ar livre;
  • Duração máxima de 12 horas;
  • Sem restrição de horário.
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Melhora dos indicadores 

A taxa de incidência, que mede a circulação do vírus, caiu 23% em Minas Gerais nos últimos 14 dias, e é a oitava menor do país. Já a confirmação de Síndrome Respiratória Aguda Grave provocada por Covid-19 chegou a 58% na última semana, o menor número desde janeiro. 

O indicador que mede o número de pessoas com sintomas gripais que testam positivo para a Covid-19 saiu de 30% a 49% para 26% e 28% nas últimas semanas. 

“Isso demonstra que o vírus tem circulado menos e gerado menos necessidade de realização de exames. Além disso, os exames realizados têm demonstrado menos positividade para covid-19. Lembrando que estamos no inverno, um período de grande circulação de outros vírus que provocam sintomas gripais”, Fábio Baccheretti. 

A mortalidade por faixa etária também apresentou uma queda expressiva na população com mais de 60 anos, grupo mais vulnerável à doença. “Nas primeiras semanas de 2021 tínhamos um acúmulo de óbitos na faixa etária 60+ de quase 90%. Agora, chegamos a 60%. Ainda é o grupo que mais concentra óbitos, mas com uma proporção muito inferior a que tínhamos antes do início da imunização”, explicou Baccheretti. 

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