Reclamações de passageiros contra a Viação Pássaro Verde levaram os deputados Leleco Pimentel e Padre João a anunciar medidas para cobrar explicações e providências sobre a qualidade do serviço prestado pela empresa, que é responsável, por exemplo, pela linha Ouro Preto – Belo Horizonte (e vice-versa).
Entre as ações previstas, estão o protocolo de uma notícia-crime no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a realização de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Segundo os parlamentares, usuários do transporte rodoviário têm relatado problemas durante as viagens, incluindo atrasos, falta de segurança, veículos em más condições e situações em que passageiros teriam ficado às margens das rodovias.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado estadual Leleco Pimentel afirmou que os usuários prejudicados pela concessionária precisam ser ouvidos e que as denúncias recebidas apontam falhas no serviço oferecido:
“Você que é um usuário e que está sendo prejudicado pela Pássaro Verde, que é uma concessão pública e que hoje está abandonando os passageiros pelas estradas, colocando carrocerias velhas que não trazem segurança. As denúncias são muitas”, declarou o parlamentar.
Padre João afirmou que, por se tratar de uma empresa que opera por meio de concessão pública, a Pássaro Verde deve garantir segurança e regularidade no transporte oferecido aos passageiros:
“Uma empresa que ganha a concessão, ela tem que dar garantia de segurança e que todos que recorrem a esse veículo de transporte, o ônibus no caso, é de chegar em tempo, como é previsto”, afirmou.
O deputado também citou possíveis impactos causados pelos problemas relatados por usuários, como prejuízos para pessoas que dependem do transporte para compromissos profissionais e atendimentos médicos:
“Pessoas que perdem médicos, perdem o trabalho e que ficam na beira das estradas como abandonadas. Isso é um grande desrespeito”, disse Padre João.
Como forma de cobrar providências, os deputados informaram que irão apresentar uma notícia-crime ao Ministério Público de Minas Gerais e solicitar uma audiência pública na Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa para discutir as reclamações apresentadas.
Padre João também cobrou atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização do serviço e afirmou que as instituições competentes precisam acompanhar as denúncias feitas pelos passageiros:
“O próprio Ministério Público e nós não estamos indiferentes a essa situação, mas tem os órgãos responsáveis que também não podem ser omissos”, declarou.
Empresa destaca ações de manutenção e renovação da frota
Em resposta às reclamações apresentadas pelos parlamentares, a Viação Pássaro Verde informou que mantém iniciativas voltadas à melhoria da operação e afirmou que considera manifestações dos passageiros importantes para o aprimoramento do transporte rodoviário.
De acordo com a concessionária, a empresa possui mais de sete décadas de atuação no setor, com operação de 30 linhas em Minas Gerais, atendimento a mais de 80 municípios e uma média de 150 viagens realizadas diariamente, o que representa aproximadamente 4.500 viagens mensais.
A empresa também comunicou investimentos na renovação dos veículos, com a compra de 15 novos ônibus Mercedes-Benz, em um aporte de R$ 22,5 milhões. Segundo a Pássaro Verde, os veículos serão utilizados em linhas que atendem regiões como o Vale do Jequitinhonha, a Zona da Mata, além de trajetos para São Paulo e Brasília.
Outro ponto apresentado pela concessionária foi o uso de tecnologia no acompanhamento da operação. A empresa informou que 100 ônibus já possuem sistema de telemetria, recurso utilizado para acompanhar dados como velocidade, frenagens, acelerações, condução dos motoristas e cumprimento de horários.
A Pássaro Verde afirmou ainda que realiza ações de manutenção preventiva e corretiva, além de treinamentos contínuos das equipes. Sobre as reclamações levadas pelos deputados, a empresa declarou que registros de ocorrências podem ocorrer em uma operação de grande escala, mas correspondem a cerca de 0,15% do total de passageiros transportados.
Segundo a nota oficial, esses casos são analisados individualmente e recebem tratamento com “seriedade, transparência e rapidez”, com o objetivo de buscar soluções para os passageiros.
A concessionária informou também que segue disponível para prestar esclarecimentos e defendeu que o debate sobre o serviço de transporte seja conduzido com base em “fatos, dados e responsabilidade”.







