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Taxa de desocupação no Brasil cresce exponencialmente

Uma estatística preocupante foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta quinta-feira (6). Segundo o instituto, a taxa de desocupação no Brasil subiu para 13,3 %, um salto significativo, representando 1,1 ponto percentual em comparação ao trimestre encerrado em março.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) significam que agora mais brasileiros estão sem trabalho, e consequentemente sem renda.

A pesquisa também indicou uma queda de  8,9 milhões de pessoas ocupadas; o índice de ocupados caiu para 9,6%. Em função disso, o fenômeno da taxa e desocupação ganhou números consideráveis.

Adriana Beringuy,  analista da pesquisa, acredita que a taxa de desemprego subiu devido a redução da força de trabalho, que soma as pessoas ocupadas e desocupadas. Essa taxa é fruto de um percentual de desocupados dentro da força de trabalho. Então como a força de trabalho sofreu uma queda recorde de 8,5% em função da redução no número de ocupados, a taxa cresce percentualmente mesmo diante da estabilidade da população desocupada”, esclarece Adriana.

Setores

O comércio foi o setor mais atingido durante os últimos meses, tendo 2,1 milhões de pessoas desempregadas. Esse número representa pessoas que estavam trabalhando e perderam o emprego, uma redução de 12,3% em relação ao último trimestre.

De acordo com o IBGE, a taxa de ocupação caiu também na construção, ramo em que 1,1 milhão de pessoas deixaram de trabalhar.

Houve também queda de ocupação de pessoas na categoria de serviços domésticos. Há um total de 1,3 milhões  de pessoas a menos trabalhando nesse grupamento.

Postos de carteira assinada

O IBGE estima que há 8,6 milhões de pessoas que atuam no setor privado sem carteira de trabalho assinada, acredita-se em uma queda também no número de trabalhadores informais, representando 2,4 pessoas que entram para na taxa de desocupação. “Da queda de 8,9 milhões da população ocupada, 6 milhões eram de ocupados informais, ou seja, a queda na informalidade ainda responde por 68% da queda da ocupação”, explica a analista.

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