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Sobre um órgão que regenera, mas nem por isso deve suportar tudo

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Hepatite é o nome dado a qualquer tipo de inflamação no fígado. Essa patologia pode ser aguda ou crônica, sendo que a primeira classificação ocorre quando o quadro clínico perdura por menos de 6 meses e se resolve nesse período; sendo os principais sintomas mal-estar, dor de cabeça, fadiga, falta de apetite, pele e olhos amarelados, náuseas e vômitos. Já a hepatite crônica é caracterizada por se prolongar por um período superior a 6 meses, sendo que muitos pacientes podem ser assintomáticos, porém, são comuns sintomas como mal-estar, anorexia e fadiga, algumas vezes acompanhados de febre baixa e desconforto no abdome superior. Geralmente não ocorre icterícia.

A gravidade dessa patologia está no fato de afetar o fígado, que é o segundo maior órgão do corpo humano, e responsável por importantes funções como eliminar resíduos tóxicos, produzir bile, armazenar glicose, ferro e vitaminas, processar medicamentos, entre outras.

Na hepatite, um agente causa uma inflamação nas células do fígado e por fim as destrói, danificando o órgão.

O fígado tem alto poder de regeneração, dessa forma a morbidade e mortalidade inerentes às doenças hepáticas dependem da capacidade do fígado  se regenerar ,ou não, após a agressão. Os casos mais graves de hepatite podem evoluir para cirrose, que é a formação de fibrose e nódulos no fígado, prejudicando a circulação sanguínea e levando à perda da capacidade funcional do fígado.

O diagnóstico de hepatite é feito através de exame de sangue, por meio da dosagem de transaminases (TGO ou AST e TGP ou ALT). As enzimas TGO e TGP estão presentes em várias células do nosso corpo, mas em maior quantidade nas células do fígado (hepatócitos), dessa forma, quando ocorre uma lesão nos hepatócitos essas enzimas aumentam sua concentração na corrente sanguínea, dessa forma para se detectar uma doença hepática como no caso da hepatite, é necessário que se dose as enzimas TGO e TGP e se verifique a elevação dos níveis, principalmente de TGP que é uma enzima muito mais específica para doenças hepáticas, visto que é encontrada quase que em sua totalidade nas células do fígado, enquanto a TGO também pode ser encontrada em células musculares e cardíacas.

A hepatite tem cura, porém o tratamento depende da causa; dessa forma é importante estarmos sempre atentos ao nosso corpo, oferecendo o máximo de cuidado a ele, a fim de evitar ao máximo as sobrecargas e agressões aos hepatócitos, e detectar em tempo hábil as possíveis lesões que possam ter ocorrido, para que assim as mesmas sejam tratadas com maior eficiência e dessa forma maximize-se as chances de cura.

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